domingo, 23 de outubro de 2011

Emoção, choro e desabafo: Brasil é campeão e se vinga de Cuba

Esse post vem atrasado, mas o sentimento não: a vitória sobre Cuba no pan de Guadalajara marcou um dos jogos mais incríveis de nossa seleção em 2011. Jogo quente, muitas provocações, torcida contra, um típico Brasil x Cuba. E como cresceu o time cubano! Yohana Palacios saiu há algum tempo da reserva de grandes nomes para se tornar a principal jogadora da seleção cubana. Cruzando com ela está um nome conhecido do vôlei cubano, Kenia Carcases, antiga jogadora daquela seleção de 2007, que contava com Ramirez, Herrera, Carrilo e Ruiz. E Cuba só vem crescendo! Yusidey Silié é outra que vem crescendo notavelmente e ainda tem Ana Cleger Abel, que entrou no lugar da experiente Yannelis Santos. Definitivamente, a equipe cubana que se apresentou no pan cresceu muito desde o campeonato continental. Cuba jogou muita bola! Ainda que demonstrasse o melhor do seu jogo, não seria páreo para 5 sets contra o super Brasil. Falhas na recepção as ajudaram, sacando muito e atacando demais. Pelo lado brasileiro, com Fê Garay poupada, o Brasil sofreu um pouco. Paula Pequeno foi a atacante mais efetiva do Brasil no torneio, mas na final Mari deu o nome. E se a oposta Sheilla Castro passou todo o torneio devendo uma boa atuação, ela se encontrou na última partida, na hora mais importante do campeonato e foi decisiva no 5º set. No 4º set, quando todos esperavam o ouro, Cuba venceu. Pelas redes sociais, o torcedor brasileiro sofria: parecia um dejavu, 4 anos depois, a mesma final em um 5º set. Valeu a triste lembrança do sentimento de vingança em 2010 pelo Mundial de 2006. Não aconteceu. Seria mais uma vez, o Brasil, vítima de uma final? Dessa vez não! Dani Lins se agigantou e com Sheilla rodando pela saída, ficou fácil. Mais fácil ainda porque Garay despejava pancadas na quadra adversária e a china de Fabiana, cada vez mais efetiva. 14 x 10 e o Brasil já sabia: estávamos vingados! Na última bola, Tandara enfiou o braço na pararela e a líbero Emily Borrell mandou pra fora. Um alívio, gritos, choros, pulos, xingamentos. Não apenas em quadra, mas na casa de cada torcedor apaixonado por aquela seleção. Paula Pequeno chorava deitada em quadra, Virna chorava na transmissão oficial para o público brasileiro, imagens e mensagens da vila do pan demonstravam a felicidade pela vitória, torcedores declaravam seu choro virtualmente; estávamos vingados: NÓS DERROTAMOS AS CUBANAS!!!

Meninas comemoram após apagar fantasma de última edição do pan
No chão, Paula Pequeno chorou emocionada com a conquista
Jogadoras, comissão técnica e presidente da CBV comemoraram o título
Meninas sorriram felizes do mais alto lugar do pódio
Fabí homenageou Jaqueline e companheiras cortadas antes do pan

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Em pan atípico, Brasil vai às semi-finais

O Brasil chegou hoje (17/10) à terceira vitória nos jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Ao vencer República Dominicana, Canadá e Cuba, a seleção comandada por José Roberto Guimarães aguarda as quartas de final para conhecer seus adversários. Em um Pan não muito agradável para o vôlei feminino, o time segue quebrado e jogando razoavelmente bem. Abaixo, uma síntese sobre a campanha brasileira e a fase de classificação do Pan.

Com uma imagem terrível 
(Brasil 3 x 1 República Dominicana)
Imagem de Jaqueline desacordada levou colegas à quadra e comoveu o Brasil

O jogo contra a República dominicano foi nervoso. Muito! Após vencer o primeiro set, no início do segundo, a ponteira Jaqueline se chocou com a líbero Fabí e sofreu uma lesão nas vértebras C5 e C6 e está afastada - mais uma vez - das quadras. A imagem de Jaque desmaiada na quadra assustou ao torcedor brasileiro e fã de voleibol. A missão para Zé Roberto era árdua, manter 11 cabeças no jogo e despreocupadas com a companheira que saiu desmaiada de quadra. No segundo set, não deu muito certo e a República Dominicana venceu. Mas no terceiro set, cabeça no lugar e bola pra frente e o Brasil venceu os sets restantes. Sheilla teve uma atuação patética, marcando apenas 3 pontos de ataque e somando muitos erros. Na má atuação da oposta, sobrou pra Dani Lins, que acabou saindo de quadra. Sheilla continou mal e Tandara veio a quadra. Após a lesão de Jaqueline, Fernanda Garay veio a quadra e carregou o time enquanto Sheilla seguia jogando mal. Mas no final do jogo, um pisão no pé de Karla Echenique acabou tirando Garay do jogo e Paula entrou. Contra a Rep. Dominicana, o Brasil marcou um set inteiro em bloqueios: 25 pontos. Bethania De La Cruz foi maior pontuadora com 24 pontos, mas o show foi todo da jovem Brenda Castillo, uma das melhores líberos do mundo. Pelo lado brasileiro, Garay brilhou em pouco tempo com 18 pontos. A Rep. Dominicana não contou com duas estrelas: a experiente Milagros Cabral e a perigosa Prisilla Rivera.

Jogando fácil
(Brasil 3 x 0 Canadá)
Paula Pequeno brilhou em jogo fácil contra as canadenses

O Canadá sequer deu problemas ao Brasil. Concentrada, a seleção brasileira passou fácil e com boa atuação, independente da fragilidade do adversário. Zé Roberto mesclou as jogadoras e deu oportunidade a Tandara, Juciely e Fabíola. Fernanda Garay, após a torsão, foi poupada. Voltando à boa forma, Paula Pequeno marcou 12 pontos, virando 11 dos 17 ataques que recebeu.

Naquele jogo de olhares e gritos... 
(Brasil 3 x 1 Cuba)
Sorriso brasileiro em campanha difícil no Pan de Guadalajara

Foi a vitória do Brasil em cima de Cuba por 3 sets a 1. Quem esperava moleza das jovens cubanas, se surpreendeu. O jovem time de Anotnio Perdomo começa a crescer, ganhar experiência e promete incomodar. Com bolas rápidas pelo meio, a seleção cubana complicou a vida das brasileiras. O levantamento  típico ao centro para as cubanas, a bola positiva, com um passinho da levantadora para a direita. Mas as ponteiras cubanas foram quem realmente incomodou na partida. A conhecida campeã pan-americana Kenia Carcases marcou 16 pontos e sua colega de posição, Yoana Palacios marcou 17. Essa última sim, evoluiu muito nessa temporada. Atuando mal, na hora certa Fabiana impôs seu bloqueio às adversárias. Com 14 pontos, Mari foi a principal pontuadora brasileira.

Quartas de final e semi-finais

Assim como o Brasil pelo grupo B, a seleção dos Estados Unidos foi líder do grupo A e por isso, ambas as seleções folgam amanhã (18/10) no campeonato. Canadá e México, foram últimos colocados em seus grupos - A e B respectivamente - por isso foram eliminados.  Pelas quartas de final, Cuba (2º B) enfrenta o Peru (3º A), o vencedor dessa partida enfrenta os Estados Unidos nas semi-finais. Já a República Dominicana (3º) enfrenta Porto Rico (2º B) e quem vencer, pega o Brasil.

sábado, 15 de outubro de 2011

Quem é quem no Pan-Americano 2011

Começaram ontem (14) os jogos Pan-Americanos 2011, em Guadalajara no México. Hoje, iniciam-se as competições no vôlei feminino: Brasil, República Dominicana, Cuba e Canadá integram o grupo A e Estados Unidos, Porto Rico, México e Peru o grupo B. As seleções se enfrentam e os dois melhores classificados de cada grupo, passam para a semi-final do torneio. Como de praxe, o Vôlei FÃminino apresentará uma síntese rápida das seleções que atuarão pelo pan. Confiram abaixo:

As Favoritas

A seleção do BRASIL dispensa comentários. Vem com as opostas Sheilla e Tandara as ponteiras Mari, Jaqueline, Fê Garay e Paula, as centrais Thaisa, Fabiana e Juciely , as levantadoras Dani Lins e Fabíola e a líbero Fabí. O Brasil é a única seleção dealto nível que disputará o Pan-Americano, já que os Estados Unidos mandaram time B. 
O treinamento é duro: Brasil quer o ouro!

As principais rivais

A REPÚBLICA DOMINICANA é um time de respeito e enfrenta o Brasil logo na estreia. Nos últimos anos, o time que é comandado pelo brasileiro Marcos Kwiek fez jogos apertados contra o Brasil e até venceu algumas oportunidades. Assim como o Brasil, vai disputar a Copa do Mundo em novembro e também veio com a  seleção titular. As estrelas estarão lá, como Milagros Cabral, Prisilla Rivera e Brenda Castillo.
República Domincana é o time mais complicado do torneio

Não é bom brincar com...

Os ESTADOS UNIDOS, claro! O time B tem ponteiras como Cynthia Barboza, campeã do Grand Prix em 2010 e Alix Klineman, talentosíssima e jovem, que é apaixonada pelo Brasil e sonha em jogar a Superliga. É um time B, ainda assim, perigoso.
Apaixonada pelo Brasil, a gigante talentosa Klineman é destaque dos EUA 

CUBA cresce em competições como o Pan e o torneio de Montreux. Menos times, menos jogos, menos desgastes; mas fato é que a equipe cubana nem sonha em ser aquele time do passado, sequer aquele que derrotou o Brasil no Pan 2007. Elas vão levar o que tem de melhor, Yannelis Santos, Kenia Carcases, Ana Lydia Cleger e ainda assim não devem ser candidatas ao título. Mas estão entre as 4 melhores...
Atuais campeãs pan-americanas, sonham em repetir o feito de 2007

Elas não devem dar trabalho

A seleção de PORTO RICO tem uma grande jogadora: a ponteira Aurea Cruz. E só. Nenhuma outra jogadora tem nome reconhecido no cenário mundial e a maioria atua por seu próprio país. Não está completa e mesmo que estivesse, não seria um grande adversário. Porto Rico, porém, deve passar para as semi-finais.
Aurea Cruz é a melhor jogadora de Porto Rico, com passagens pela Itália 

Apesar de fanáticos pelo voleibol, os fãs do PERU não devem ver seu time ir muito longe. A disputa vai ficar possivelmente entre Peru e Porto Rico pelas semi-finais. E para quem acredita no talento dela, Elena Keldibekova estará lá! 
Apaixonados por vôlei, peruanos não veem sua seleção corresponder

O MÉXICO foi claramente favorecido na escolha de grupos. Mas é normal, o time da casa sempre dá essa "roubadinha". Mas elas não tem tradição no voleibol e sequer devem passar da primeira fase. Provavelmente não vencerão sequer o Peru. 
Mexicanas querem a melhor atuação possível no Pan de seu país

Finalizando com o CANADÁ, elas não tem a mínima chance de semi-finais. Ainda que vencessem Cuba, teriam Brasil e as dominicanas pela frente; caíram no grupo da morte. Outro país sem tradição no vôlei, vai apenas para representar o esporte de seu país.
Canadenses terão que pasar por Brasil, República Dominicana e Cuba para ir à semi-final

Mundial de Clubes - Rabita se vinga e humilha Vakifbank

Vakifbank se desesperou e foi atropelado pelo Rabita Baku
Surpresa na final do mundial de clubes: o azeri Rabita Baku venceu o favorito Vakifbank por 3 sets a 0, com humilhantes parciais de 25x15, 25x18 e 25x9. Numa reedição da última final do europeu, o Rabita se vingou do time turco, que sequer chegou a demonstrar alguma reação. A culpada pelo fracasso segundo o Vakifbank foi a FIVB, já que a equipe jogou 2 jogos consecutivos até a final, ao contrário das azeris. Fato é que o Rabita é campeão mundial de clubes e com brilho da ponteira Natasha Osmokrovic. Essa sim se vingou com prazer! A ex-Fenerbahçe viu seu ex-time, favoritado à Liga dos Campeões da Europa, eliminado pelo campeão Vakifbank. E agora, vingada, Osmokrovic foi eleita a MVP desse torneio. A croata marcou 16 pontos nessa final, sendo a maior pontuadora. A capitã Natalya Mammadova veio logo atrás, com 12. Pelo lado turco, a central Bahar Toksoy foi a atacante mais regular e junto à oposta Malgorzata Glinka, marcou 10 pontos. Incrível foi o número de pontos em erros da equipe do Vakifbank: 23 erros contra apenas 4 do Rabita. Vale ressaltar o cansaço das turcas? Talvez sim, vide o nível técnico dessa grandiosa equipe européia. Mas não tem choro e nem desculpa: o título é do Rabita.

Osasco fecha com bronze
Reservas de Osasco foram guerreiras e levaram o bronze

Com o time reserva, o Sollys Nestlé/Osasco levou a medalha de bronze no Mundial de Clubes. Com boa atuação na recepção e no contra-ataque, a oposta Ivna Marra comandou os 3 sets a 0 com 13 pontos. Parciais cruéis de 25x9, 25x13 e 25x8. Adenízia foi eleita a melhor bloqueadora do torneio

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Convocação e horários do Brasil no Pan

Começam hoje os Jogos Pan-Americanos 2011 de Guadalajara, no México, com cerimônia de abertura para as 22:00, de Brasília. Como de costume, a seleção feminina de vôlei estará lá, representada pelo seu time titular que no incío de novembro disputa a Copa do Mundo no Japão. Abaixo, segue a lista das 12 convocadas para o pan e os horários dos jogos do nosso vôlei feminino, de acordo com a emissora Record que detém direitos exclusivos do pan na televisão aberta:

Convocadas:

1. Fabiana Claudino, central
2. Juciely Cristina, central
3. Danielle Lins, levantadora
4. Paula Pequeno, ponteira
6. Thaisa Menezes, central
7. Marianne Steinbrecher, ponteira
8. Jaqueline Carvalho, ponteira
11. Tandara Caixeta, oposta/ponteira
12. Natália Pereira, ponteira
13. Sheilla Castro, oposta
14. Fabiana Alvim, líbero
17. Josefa Fabíola Souza, levantadora
16. Fernanda Garay, ponteira

José Roberto segue para o pan com 12 jogadoras, cortando a veterana Sassá

Datas/Horários* de Jogos:

Sábado 15/10 - 22h - Brasil x República Dominicana 
Domingo 16/10 - 23h - Brasil x Canadá
Segunda 17/10 - 20h - Brasil x Cuba
Quarta 19/10 - 23h - Semi-final**
Quinta 20/10 - 23h - Final

*Datas e horários válidas para Brasília e divulgados pela Record.
**De acordo com a emissora, uma das semi-finais só será transmitida caso o Brasil participe.

Mundial de Clubes - semi-finais

Sollys 0 x 3 Vakifbank
Com bloqueio efetivo e defesa atenta, Vakifbank eliminou o Sollys

O time brasileiro lutou, mas não conseguiu passar pelas gigantes turcas. Osasco bloqueou tanto quanto as turcas, que foram melhor no ataque e no saque. Show da central Christiane Fürst que marcou 18 pontos no jogo dessa madrugada. A maior pontuadora e séria candidata a MVP, não poderia ser outra: Malgorzata Glinka, foram 19 pontos da oposta polonesa. Pelo lado do Osasco, a jovem Samara marcou 10 pontos.

Rabita Baku 3 x 0 Mirador
Em mais uma grande partida na defesa, Rabita Baku eliminou o Mirador

O Rabita atropelou o Mirador em parciais de 25x15, 25x15 e 25x8. E dessa vez nem tanto bloqueio, mas a defesa e o contra-ataque azeri funcionou bem. As únicas jogadoras dominicanas que passaram dos 4 pontos de ataque foram as ponteiras Josy Rodriguez e Brayelin Martinez, ambas com 9 pontos. Já pelo lado do Rabita, Sanja Starovic marcou 15 pontos e Natasha Osmokrovic marcou 19, sendo a maior pontuadora do jogo. A capitã Natalya Mammadova foi poupada, com dores no ombro.

Mundial de Clubes - síntese até as semis

Rabita Baku 3 x 1 Chang
Com show do bloqueio, Rabita passou por Chang sem levar ponto em tal fundamento

Nada de vida mole para as azeris, o Chang levou um set do time europeu. Lideradas por Wilavan Apinyapong e pelo bom saque tailândes, o Chang que comporta toda a seleção tailandesa, perdeu e foi eliminado nessa partida. O show foi da capitã Natalya Mammadova, com 20 pontos, seguida pela oposta Sanja Starovic com 18. O Rabita Baku marcou 16 pontos enquanto o Chang, não fez um sequer ponto no fundamento.

Sollys Nestlé 2 x 3 Rabita Baku
Nem a liderança de Ju Costa foi suficiente para vencer o Rabita Baku

A equipe brasileira lutou, mas foi derrotada pelas azeris do Rabita Baku em 5 sets. O time brasileiro impressionou, levando as azeris ao tie-break, onde as estrelas do Rabita brilharam. Comandadas por Ju Costa, que marcou 20 pontos, o Sollys venceu os 2º e 4º por placares apertados, mas as azeris sobraram no 1º e principalmente no tie-break. Adenízia brilhou pelo meio de rede, principalmente no ataque, mas a noite era das azeris. O bloqueio azeri foi efetivo, marcou 18 pontos contra apenas 8 do Sollys. 5 deles, culpa da campeã européia Natasha Krsmanovic que brilhou contra o Sollys. O jogo das Natashas, pois foi a Natasha, mas a croata Natasha Krsmanovic, quem marcou 21 pontos e foi a maior pontuadora do jogo.

Vakifbank 3 x 0 Kenya Prisons
Turcas massacraram campeãs africanas por 3 sets a 0

O time africano sequer teve chance contra as atuais campeãs da Liga dos Campeões da Europa, o Vakifbank atropelou as adversárias. Mais uma vez, brilhou Malgorzata Glinka, com 15 pontos e maior pontuadora do jogo. O time turco sacou, bloqueou, atacou e defendeu melhor, dominou o jogo.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mundial de Clubes - A batalha queniana e a superação dominicana

Dominicanas começaram mal o jogo e reagiram a partir do 3º set
O queniano Kenya Prisons e o dominicano Mirador se enfrentaram na madrugada de hoje (10/10) pelo grupo A do torneio. O Kenya começou surpreendente, impondo sua moral de seleção em cima das jovens dominicanas, que sentiram. A ponteira Brakcides Khadambi liderava o ataque do Kenya Prisons, enquanto pelo time dominicano, Josy Rodriguez tentava manter o time vivo. Com bons saques principalmente de Khadambi, o time queniano fechou o primeiro set em 25x20. No segundo, mais bom jogo queniano: bons saques e bloqueio armado incomodavam as dominicanas. Wilson Sanchez tentou de tudo nos primeiros sets, dentre elas a substituição da mais jovem jogadora do torneio, Brayelin Martinez pela passadora Erasma Moreno. No segundo set não teve jeito para as dominicanas e o Kenya Prisons fechou em mais um 25x20. Mas daí em diante, o jogo funcionou. Livre da recepção, Josy voou em quadra, apoiada por Yonkaira Pena. No time queniano, Lydia Maiyo, Mercy Moim e com uma boa atuação da central Everlyne Makuto, o Quênia tentava sobreviver. O Mirador cresceu no jogo e conseguiu levar ao tie-break, com 25x20 e 26x24. No 5º set, as jovens dominicanas encontraram seu jogo e com bons bloqueios e ataques potentes de Josy, o Mirador fechou de virada por 15x7. O sonho queniano de chegar às semi-finais, está praticamente acabado, já que o próximo rival do Kenya Prisons é um dos favoritos ao título, o turco Vakifbank Istanbul. Na madrugada dessa terça, o Rabita Baku enfrenta o Chang pelo grupo B, do brasileiro Sollys/Osasco.
Quenianas estiveram a um set do sonho da semi-final e levaram a virada

domingo, 9 de outubro de 2011

Mundial de Clubes - Osasco dá as cartas brasileiras

Com 25 pontos de bloqueio, Osasco abateu o Chang

O time do Sollys Nestlé/Osasco conseguiu um feito incrível: derrotou a seleção da Tailândia. Sim, insisto, o time titular do Chang é a seleção titular da Tailândia, 100%, 7 em 7. Mesmo sem suas estrelas, o time paulista demonstrou a garra brasileira nessa madrugada de domingo, ao vencer o Chang por 3 sets a 1. No primeiro set, um jogo apático das tailandesas, sem eficácia alguma, um jogo de fácil marcação e muitos erros. Enquanto as brasileiras brilhavam, principalmente no bloqueio, o time tailandês errava recepções, tomava inúmeros bloqueios, errava saques. Mas no 2º set, veio a verdadeira identidade da seleção tailandesa e degraus, between's, desmicos, entre outras, começaram a acontecer pelas mãos da levantadora Nootsara Tomkom. O Chang equilibrou o jogo e assim o manteve até o final do segundo set. Luizomar parou e avisou "primeiro tempo pra defesa, 2º tempo bloqueio na cara delas". O time entendeu e fechou o segundo set. No terceiro, mais volume de jogo, mais fintas incríveis das tailandesas e o Chang se igualou a equipe brasileira, 21 x 21. O técnico Radchatagriengkai promoveu a entrada da ponteira Tapaphaipun Chaisri no saque e de lá a jogadora não saiu até o 25º ponto, fechando a conta no 3º set. Osasco entendeu e Karine Souza mudou sua tática de jogo, usando mais as meios de rede. O Chang esboçou uma reação e Tapaphaipun veio novamente ao saque. Esperto, Luizomar pediu tempo e a jogadora errou. Ainda assim, a Tailândia sobreviveu. Em um bloqueio de Ju Costa na china de Malika Kanthong, Osasco fechou em 3x1, 25x17, 25x21, 24x26 e 26x24.

Individualmente...

O time de Osasco jogou muito bem e é difícil apontar um destaque, mas o show foi de Camila Brait. A líbero incomodou as tailandesas, as fortes diagonais de Onuma mal caíam, Brait estava plantada. Ivna Marra foi a maior pontuadora do jogo, mesmo com alguns momentos inconstantes na partida. A capitã Ju Costa mostrou seu talento em suas diagonais com bloqueios duplos e a juvenil Samara Almeida parecia uma veterana em quadra. As centrais bloquearam muito, Ana Beatriz e Adenízia levaram juntas 12 dos 25 pontos da muralha osasquense no jogo de hoje. Outra espetacular, foi a levantadora Karine Souza, distribuindo bem, com uma tática efetiva de jogo. Pelo lado tailandês, Wilavan Apyniapong foi a maior pontuadora e chamou a responsabilidade da partida nos momentos mais difíceis. A central Pleumjit Thinkaow jogou bem, muito acionada pela levantadora Tomkon Nootsara. Já as líberos do Chang, decepcionaram. Mal na cobertura, na recepção, Wanna Bukaew e Piyanut Pannoy se revezaram durante todo o jogo. Problema pelo qual o time brasileiro nem sonhou em passar...

Brilho da veloz Camila Brait incomodou tailandesas 

sábado, 8 de outubro de 2011

Mundial de Clubes - Vakifbank arrasa Mirador

Oposta polonesa Malgorzata Glinka foi a maior pontuadora do confronto
Na estreia do Mundial de Clubes Feminino, sem surpresa: o turco Vakifbank passou fácil pelas dominicanas em 3 sets a 0, com parciais de 25x13, 25x19 e 25x14. A jovem equipe dominicana mostrou fragilidade principalmente na recepção, foram 11 aces turcos. O saque do Vakifbank começou caçando a ponteira Josy Rodriguez, mas a ponteira foi bem no fundamento, assim como a líbero Carmen Sierra. Já as demais ponteiras, acumularam erros. Josy foi a principal pontuadora do Mirador, com 7 pontos de ataque, 1 de bloqueio e 2 de saque. Já do lado turco, sobraram elogios à boa distribuição da levantadora Özge Çemberci, com um jogo bem dinâmico, variando bem entre todas as posições. A maior pontuadora do jogo, não poderia ter sido outra: a oposta polonesa Malgorzata Glinka anotu 18 pontos, 13 de ataque, 1 de bloqueio e 4 de saque. A sérvia Jelena Nikolic veio logo atrás com 13 pontos,10 de ataque e 3 de saque. As centrais Bahar Toksoy e Christiane Fürst marcaram 10 pontos cada uma, assim como Josy. A ponteira Gizem Guresen assumiu a responsabilidade da recepção do time turco, cobrindo Nikolic e foi bem no fundamento. 
Josy Rodriguez liderou seu time, mas superioridade do Vakifbank era nítida
O Mirador só volta à quadra na segunda, diante do frágil Kenya Prisons. Já o Vakifbank, tem folga até quarta, onde enfrenta o mesmo adversário. Amanhã, o Sollys Nestlé estreia diante do Chang, com promessa de jogão, às 4:00 da manhã com transmissão da Bandsports e também transmissão virtual.

Superliga 2011/2012 - Equipes confirmadas

A Confederação Brasileira de Voleibol, confirmou hoje as 12 equipes que disputarão a Superliga Feminina. Dois times estreiam na competição: Sesi - São Paulo e Rio do Sul, que conquistou vaga através da Liga Nacional. Confiram abaixo as 12 equipes que participarão da competição nessa temporada:

Superliga 2011/2012 promete novidades, entre elas o novo sistema de pontuação


SÃO PAULO:
Sollys Nestlé
Vôlei Futuro
E. C.  Pinheiros
BMG/São Bernardo
São Caetano E. C.
Sesi - São Paulo

MINAS GERAIS:
Usiminas/Minas
Mackenzie E.C.
Banana Boat/Praia Clube

RIO DE JANEIRO:
Unilever Vôlei
Macaé Sports

SANTA CATARINA:
Rio do Sul

Mundial de Clubes - conheçam os rivais de Osasco

Começa nesse sábado o Mundial Feminino de Clubes e se no último post desse blog, foi apresentado o grupo que representará o Sollys/Osasco, agora é a vez de seus adversários. O dominicano Mirador, o tailandês Chang, o turco Vakifbank, o azeri Rabita Baku e o africano Kenya Prisons. Abaixo, mais informações sobre os adversários do representante brasileiro no Campeonato Mundial de Clubes em Doha, no Qaatar. 

Mirador 
Vice-campeão da Norceca, ganhou a vaga mas jogará sem suas estrelas
Recebeu a vaga para o Mundial após desistência do campeão da Norceca, o portorriquenho Caguas, que não contaria com suas maiores estrelas na oportunidade e abdicou da vaga em favor do 2º colocado na competição, o próprio Mirador. O clube tem como base as jogadoras da seleção dominicana que, assim como as estrelas de Osasco, disputarão o Pan-Americano quase que simultaneamente. Até mesmo o técnico do time, Marcos Kwiek, estará com a seleção. O time não contará com suas principais jogadoras como a central Annerys Vargas, a ponteira Milagros Cabral, a levantadora Karla Echenique, a líbero Brenda Castillo, dentre outras jogadoras, que estarão representando sua seleção no Pan-Americano de Guadalajara. E para o lugar das estrelas, o time dominicano inscreveu jogadoras jovens, como a jovem Brayelin Martinez de apenas 16 anos e muitas vindas da seleção juvenil dominicana. Mas entre as jogadoras mais experientes estão a ponteira Jeoselina Rodriguez, que já atuou por sua seleção e no vôlei brasileiro e a central Cindy Rondon, que atua pela seleção dominicana. Resumindo, o Mirador será representado por um grupo muito jovem e com pouca experiência. Deve lutar contra o Kenya Prisons pela vaga nas semi-finais

Chang
Time tailandês parece frágil, mas contém time titular completo de seu país
Quem lê "time tailandês" pode se iludir e pensar que é um grupo fraco. Se engana! A Tailândia é uma das seleções que mais evoluiu no cenário do vôlei mundial nos últimos anos, terminou em 6º lugar no último Grand Prix. E as principais culpadas desse feito estão lá, no Chang, que vai completo para o mundial: a líbero Wanna Bukaew, a idolatrada central Pleumjit Thinkaow, a ponteira e capitã Willavam Apinyapong, a oposta Hyapha Amporn, a central Malika Kanthong, a levantadora Nootsara Thomkom e a super estrela do vôlei tailandês, a ponteira Onuma Sittirak. Talvez vocês ainda não tenham entendido o que isso significa: o Chang não é simplesmente a base da seleção tailandesa, é TODA a seleção titular tailandesa. E o técnico? Vocês se surpreenderiam se eu dissesse que é o mesmo da seleção? Osasco não terá vida fácil: Chang e Vakifbank.

Vakifbank
Campeão europeu chega como favorito no mundial
É o grande favorito. Comandado por Giovanni Guidetti, o atual campeão europeu tem no currículo a derrota do gigante Fenerbahçe na última temporada do europeu. E conta com a boa parte da seleção turca, como a ponteira Kirdar Gözde, a central Bahar Toksoy, a levantadora Özge Çemberci e a líbero Gizem Guresen. Bom, como se não bastasse, começam as estrangeiras e porque não chamar logo as medalhistas do europeu? Campeã com a Sérvia, a ponteira Jelena Nikolic e vice-campeã com a Alemanha, a central Christiane Fürst. Para completar o elenco de estrelas, a destaque da última temporada e melhor jogadora da Champions League, a polonesa Malgorzata Glinka. Um time de estrelas e um dos favoritos ao título.

Rabita Baku
Se o campeão europeu renovou, nada mais justo que o vice, convidado pela FIVB o fazer
O time azeri é outro que impõe respeito. E como um time azeri que se preze, é recheado de estrangeiras: a ponteira búlgara Dobriana Rabadzhieva, as ponteiras Jasna Mastrovic e Sanja Starovic  da Sérvia e a líbero Silvija Popovic também sérvia, a levantadora americana Mary Spiecer, a central alemã Kathy Radzuweit e a experiente oposta Iryna Zhukova. Muitas dessas estrangeiras, atuaram ou ainda atuam pelas suas seleções. Os destaques desse grupo são a central campeã européia Natasha Krsmanovic, a oposta Kimberly Glass, vice-campeã olímpica e campeã do Grand Prix e a poderosa ponteira croata Natasa Osmokrovic, atual campeã do Mundial de Clubes pelo Fenerbahçe. Mas nenhuma jogadora, até então, se iguala a uma das poucas pratas da casa: a ponteira azeri Natalya Mammadova, destaque absoluto de sua seleção. É um dos favoritos ao título, mas pode pecar na falta de entrosamento de algumas jogadoras.

Kenya Prisons
Tudo que as campeãs africanas querem é a vaga na semi-final
Pouco se espera do time queniano mais uma vez. Assim como o Mirador e o Chang, conta com a base de sua seleção. Bravkcides Khadambi, Mercy Moim, Lydia Maio e Everlyne Makuto são as estrelas do time, comandadas pela inesquecível levantadora de toque pesado, Jane Wachu. O Kenya Prisons sonha com uma semi-final e para isso, quer se aproveitar da inexperiência das jovens dominicanas. Vale ficar de olho nessa disputa!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sem estrelas, FIVB divulga lista de Osasco no Mundial


Começa nesse sábado (8/10) o Campeonato Mundial de Clubes e pela segunda vez consecutiva, o Sollys/Osasco é o representante brasileiro e sul-americano no torneio. Apesar de o indicado ter sido o Unilever Vôlei, atual campeão nacional, o time carioca decidiu não participar do torneio por não poder contar com suas principais jogadoras que servem a seleção nacional. O time de Osasco sofrerá com o mesmo problema, mas aceitou o desafio de participar do campeonato. O time de Osasco não poderá contar com as ponteiras Tandara Caixeta e Jaqueline Carvalho, a levantadora Josefa Fabíola, a central Thaísa Daher e a oposta norte-americana Destinee Hooker que servem suas respectivas seleções. Além disso, o destaque da lista de Osasco foi o empréstimo da levantadora Ana Maria Gosling, do time de São Bernardo até o fim do mundial. Segundo informações, a ponteira Priscila Daroit foi sondada para a equipe osasquense, mas recusou o convite. Confiram abaixo a lista oficial do Sollys/Osasco para as atletas que participarão do Campeonato Mundial de Clubes, a partir desse sábado:

1 - Ivna Marra, ponta/oposta, 21 anos, 1m85
2 - Viviane Faria, levantadora, 22 anos, 1m77
3 - Larissa Souza, central, 20 anos, 1m86
4 - Samara Almeida, ponteira, 19 anos, 1m85
5 - Adenizia Silva, central, 24 anos, 1m85
7 - Karine Souza, levantadora, 32 anos, 1m76
9 - Silvana Papini, ponteira, 23 anos, 1m78
10 - Ana Maria Gosling, levantadora, 26 anos, 1m76
11 - Ana Beatriz Correa, central, 19 anos, 1m87
12 - Léia Silva, líbero, 26 anos, 1m69
13 - Heloíza Pereira, oposta, 20 anos, 1m87
15 - Solange Borges, central, 23 anos, 1m84
17 - Juliana Costa, ponteira, 29 anos, 1m86
18 - Camila Brait, líbero, 22 anos, 1m70

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Wild Cards previsíveis e estreia complicada para o Brasil

Itália pagou mico no Grand Prix e decepcionou no Europeu, mas ainda assim ganhou convite da federação
A FIVB não quer as gigantes européias fora de Londres. Prova disso é que os Wild Cards, convites para as federações que não se classificaram para a Copa do Mundo foi para as seleções da Itália e da Argentina. Itália, que ainda não se firmou em 2011 e a FIVB quer ajudá-las dando-lhes esse convite. Argentina que possuía posição inferior à Argélia no ranking da FIVB e portanto não se classificou pelo campeonato continental. Era previsível que Cuba ou Argentina ganhassem tal convite. Injustiça, com as turcas, seleção mais ascendente do voleibol europeu nos últimos anos, junto à Sérvia. Mas é decisivo: Itália e Argentina jogarão a próxima Copa do Mundo, junto ao Brasil, Estados Unidos, República Dominicana, Sérvia, Alemanha, China, Japão, Coréia, Quênia e Argélia. O torneio começa no dia 4 de novembro. 

Logo na estreia...

Algoz brasileiro em 2010 e 2011, EUA são primeiros adversários
Acostumado a estrear contra seleções frágeis, logo na sua estreia na Copa do Mundo, o Brasil pega de cara os Estados Unidos, últimos campeões do Grand Prix e a seleção mais semelhante tecnicamente às brasileiras nos últimos anos. Reedição da final do último Grand Prix e da última Olimpíada, as seleções jogam no dia 4 de novembro. O grupo do Brasil na 1ª fase ainda conta com a frágil seleção do Quênia e as surpreendentes alemãs, vida nada mole para as brasileiras. Confiram abaixo os jogos do Brasil nas 1ª, 2ª e 3ª fases.

1ª FASE: Nagano, JAP
04 de Novembro - Brasil x Estados Unidos
05 de Novembro - Brasil x Quênia
06 de Novembro - Brasil x Alemanha

2ª FASE: Toyama, JAP
08 de Novembro - Brasil x Coréia
09 de Novembro - Brasil x Sérvia

3ª FASE: Sapporo, JAP
11 de Novembro - Brasil x China
12 de Novembro - Brasil x Itália
13 de Novembro - Brasil x Japão

4ª FASE: Tokyo, JAP
16 de Novembro - Brasil x Argentina
17 de Novembro - Brasil x Argélia
18 de Novembro - Brasil x República Dominicana

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Copa do Mundo - as 10 seleções classificadas

A próxima grande competição realizada pela FIVB é a Copa do Mundo em novembro no Japão. Mesmo estando aproximadamente há um mês do início da competição, o mundo do vôlei já se agita pelo torneio que disponibiliza aos seus três primeiros colocados, passaporte direto para as olimpíadas de Londres em 2012. A competição reúne o Japão, país que sempre sedia tal torneio, os 5 campeões continentais, os 4 vice-campeões melhores colocados no ranking da FIVB em Janeiro de 2011 e 2 convidados pela federação. Conheça agora os 10 classificados pelos torneios continentais e porque se classificaram:

PAÍS ANFITRIÃO
Japão

OS CAMPEÕES CONTINENTAIS:
Brasil: campeão sul-americano
Estados Unidos: campeão da Norceca
Sérvia: campeã européia
Quênia: campeã africana
China: campeã asiática

OS VICE-CAMPEÕES COM MELHOR CLASSIFICAÇÃO:
República Dominicana: vice-campeão da Norceca
Alemanha: vice-campeã européia
Argélia: vice-campeã africana
Coréia: 3º colocado do asiático, consegue vaga pela classificação do Japão como vice no torneio

O vice-campeão que ficou de fora da Copa do Mundo, foi a Argentina, com classificação inferior à Argélia.

Os Wild Cards:

A FIVB prometeu anunciar nessa terça-feira, as duas seleções que receberão convite, o Wild Card para participar da Copa do Mundo em novembro. Segundo o técnico José Roberto Guimarães, Itália e Polônia são as favoritas a receber o convite da federação, mas segundo ele, dificilmente a FIVB dará dois convites ao mesmo continente. 

O blog acha... 

Justiça seria feita se a FIVB convidasse a Turquia. Dentre as seleções que não se classificaram foi a mais guerreira. Afinal, mesmo desfalcada, a seleção turca derrubou e eliminou a Rússia do campeonato europeu e venceu a Itália nas duas vezes que enfrentou tal seleção. Mas a Itália foi a última campeã do torneio e a FIVB não vai querer gigantes como Itália e Rússia disputando o pré-olímpico europeu. Na Europa, Itália, Polônia, Turquia e Rússia podem receber o convite. Além disse, a federação pode optar pela Tailândia na Ásia, Cuba na Norceca e quem sabe, a Argentina na América do Sul.

Europeu - premiações individuais

Justiça marcou as premiações individuais do Campeonato Europeu, baseado em estatísticas transparentes, premiando as melhores atletas nos respectivos fundamentos, entre os time ssemi-finalistas. A sérvia levou 3 prêmios, a Alemanha outros 3 e a Turquia 2. A Itália ficou fora das premiações individuais. Confiram abaixo a lista completa:
Jovana Brakocevic foi eleita a melhor jogadora da Europa em 2011

MVP: Jovana Brakocevic, oposta sérvia
Maior Pontuadora: Neslihan Darnel, oposta turca
Melhor Atacante: Anna Margareta Kozuch, oposta alemã
Melhor Bloqueadora: Christiane Fürst, central alemã
Melhor Levantadora: Maja Ognjenovic, da sérvia
Melhor Sacadora: Bahar Toksoy, central turca
Melhor Passadora: Angelina Grün, ponteira alemã
Melhor Libero: Suza Cebic, da Sérvia

Sul-Americano: Brasil campeão e injustiça com Dani Lins

Sem perder sets, seleção brasileira aniquilou adversários e será a única seleção
sul-americana classificada pelo campeonato continental a disputar a Copa do Mundo  
O Brasil conquistou pela 17ª o título do Campeonato Sul-Americano de Voleibol Feminino. Com uma atuação impecável e o melhor jogo do Brasil coletivamente no campeonato. Fabí bem na defesa, Sheilla imparável no ataque, Mari e Jaqueline eficientes na entrada, no meio-fundo e na recepção, além de Thaísa e suas pancadas pelo meio e Fabiana, uma muralha do lado brasileiro. Bom, mas talvez tenha sido a melhor atuação de Dani Lins no campeonato, principalmente com a bola de meio-fundo, um tipo de ataque em que com Dani  como titular o Brasil não vinha sendo muito efetivo e cada vez mais, a levantadora se firma em tal jogada.

Premiações individuais e Dani Lins injustiçada

Levantadora não levou o prêmio individual,
mas recebeu elogios do técnico e de críticos
nacionais sobre suas atuações
Se no Grand Prix, nos revoltamos com o fato de Thaisa estar entre as dez melhores sacadoras, atacantes e bloqueadoras e mesmo assim não ter levado o título de MVP do campeonato, o caso foi ainda pior: a levantadora peruana Elena Keldibekova foi eleita a melhor levantadora do torneio. Keldibekova é de fato a melhor jogadora peruana, nasceu no Cazaquistão, tem 37 anos e se mudou para o Peru quando tinha 19. A cazaqui-peruana tem crédito: foi eleita a melhor levantadora do torneio Montreux Volley Masters 2011 e também da Copa Pan-Americana 2011. E agora, levou o título do Sul-Americano. Sem desmerecer Elena, esse título já tinha dona: Danielle Rodrigues Lins. Quem concordou temporariamente com esse blog, foi a Confederação Sul-Americana de Voleibol, que divulgou a lista das melhores jogadoras em seu site, que continha Dani Lins como melhor levantadora, após a vitória do Peru sobre a Colômbia por 3x1, garantindo o 3º lugar. Misteriosamente, durante a premiação, Keldibekova recebeu o prêmio, enquanto no site oficial da Confederação Sul-Americana, seguia a notícia com Dani Lins como melhor levantadora. Horas depois, a confederação "corrigiu" a informação em seu site. Dani Lins foi apaontada por críticos brasileiros, como séria candidata ao título de MVP e nem o de melhor levantadora recebeu. Tudo esquecido, e Keldibekova com o 3º prêmio do ano. Com certeza, a melhor levantadora do Brasil não vai se importar com isso...

Sérvia - Campeã Européia 2011

Acabou o campeonato europeu com uma final eletrizante entre Alemanha e Sérvia, com direito a 5 sets e parciais de 16x25, 25x20, 19x25, 25x20 e 15x9 para as campeãs, as sérvias.

1º SET: Oposta, só de um lado

No primeiro set, a Alemanha chegou arrasadora: com boa recepção, a levantadora Kathleen Weiss distribuiu bem o jogo e impôs velocidade. O brilho ficou por conta da oposta alemã Margareta Kozuch, eficiente principalmente no contra-ataque alemão. Já do lado sérvio, tudo ao contrário... A recepção não se estabilizava; prova disso é que depois de alguns erros, o técnico Zoran Terzic foi obrigado a substituir Jelena Nikolic pela jovem Sanja Malagurski, substituição que não teve muito efeito, já que a vantagem alemã já era de 5 pontos. Sem surtir muito efeito, Terzic tentou a mudança da levantadora e Ana Antonijevic veio pra quadra. Ousada, no melhor estilo "Fabíola de ser", bloqueou Corina Ssuschke em uma bola de cheque, que deu defesa alemã e no mesmo lance, Antonijevic rodou de segunda. Mas sem sua principal estrela, a Sérvia mal respirava: Jovana Brakocevic não conseguia virar! Era duplo montado em cima da oposta o tempo inteiro e isso estava deixando-a nervosa. Se Brakocevic não virava, alguém teria que assumir tal responsabilidade. Brizitka Molnar foi a sérvia mais efetiva no primeiro set. Enquanto Brakocevic lutava contra o bloqueio adversário, Margareta Kozuch brilhava pela Alemanha. Terzic até promoveu a entrada de Nadja Ninkovic no lugar de Milena Rasic, mas não adiantou: o set era da capitã alemã, que o fechou em um ataque na diagonal longa, Alemanha 25 x 16.
Margareta Kozuch foi destaque absoluto no primeiro set

Jovana Brakocevic foi estudada e sofreu com marcação pesada

Alemãs vibram após bloqueio sobre sérvias

2º SET: Bloqueio, defesa e contra-ataque - a reação Sérvia

 No segundo set: vida nova e a Sérvia veio com mais gás. Se a sérvia Jovana Brakocevic não conseguia rodar, tudo bem, mas a Sérvia também aprendeu a receita e as duas opostas seguiram bem marcadas no início da parcial. Depois de um longo rally, o bloqueio sérvio, mais especificamente Brakocevic, parou a ponteira Angelina Grün. E que servisse de aviso: a Sérvia queria jogo! As alemãs começaram a cometer erros que não aconteceram no primeiro set. O motivo era simples: a Sérvia cresceu em todos os fundamentos. O bloqueio tornou-se uma muralha, teve bloqueio para Grün,  Kozuch, Brinker, Ssuschke e além disso, a Sérvia impôs volume de jogo, defendendo muito e contra-atacando com eficiência. Mas o dilema com Brakocevi continuava e em um bom trabalho de Giovanni Guidetti e de sua comissão técnica, a oposta sérvia simplesmente não virava! Desesperada, chegou até mesmo a errar bola de cheque sem bloqueio em bom saque da companheira Jelena Nikolic. Em compensação, a Sérvia acordou para Margareta Kozuch e quando a oposta passava do bloqueio, a defesa estava pronta. O 2º set definitivamente não foi das opostas e as levantadoras Kathleen Weiss e Maja Ognjenovic foram obrigadas a buscar alternativas nas pontas e no meio. Taticamente, o jogo das equipes se assemelhava nesse sentido. A Sérvia mantinha uma vantagem confortável de 4 pontos, até Weiss ir para o saque na Alemanha. A líbero Suzana Cebic sentiu o espaço maior em quadra para proteção de Jelena Nikolic ao errar 2 recepções consecutivas e Terzic foi obrigado a colocar Jovana Vesovic no lugar de Nikolic. Só assim a rede desempacou e o jogo sérvio voltou a fluir, terminando com um erro de cheque de Corina Ssuschke, Sérvia 25 x 20.

Equipe sérvia se estruturou no bloqueio e venceu a segunda parcial

Jovana Brakocevic seguiu nervosa, com direito a erro de bola de cheque 
Alemanha foi vítima de conjunto dos bons fundamentos sérvios


3º SET: Jogando o "4x1"

Mudança de jogo mais uma vez e agora quem incomodava com bloqueio armado e defesa bem montada era a Alemanha, que liderada por ataques de Grün, começou o 3º set abrindo vantagem. O bom jogo alemão continuava e Brakocevic estava irreconhecível, atacando na rede, sendo amortecida, defendida e bloqueada pela Alemanha, a oposta simplesmente não conseguia atacar e estava em quadra totalmente desestabilizada. A Sérvia iniciou uma reação ao conseguir 5 pontos consecutivos, 2 deles em ataques do meio-fundo de Jelena Nikolic, uma nova opção que Maja Ognjenovic fora obrigada a criar já que sua principal estrela não jogava nada no ataque. A Sérvia chegou a passar a frente, com bons ataques de Molnar e principalmente de Nikolic, mas Brakocevic seguia marcada pelo bloqueio alemão. E as alemãs, se apoiavam agora em Angelina Grün, já que pela saída, a marcação em Kozuch era semelhante. Sérvias e alemãs brigaram ponto a ponto até o vigésimo ponto, mas com uma defesa impecável e um bloqueio instransponível, as alemãs logo abriram dois pontos de vantagem. Terzic percebeu que deveria fazer algo e chamou Malagurski e Antonijevic para uma inversão do 5x1. Mas não deu certo. Com um ataque pra fora de Nikolic, a Alemanha fez 22 a 19. A situação piorou para a Sérvia quando ao tentar uma chutada com a central Natasha Krsmanovic, Antonijevic cometeu dois toques. Terzic não aceitou, reclamou e acabou levando cartão amarelo. Melhor para a Alemanha, que conquistou o set point. E foi em um toque na rede de Krsmanovic, que a Alemanha fechou em 25 x 19.

Brakocevi marcou 6 pontos de ataque no jogo e se desesperou com marcação alemã

Polêmico cartão amarelo, deu o set point à Alemanha

Comandadas por bons ataques de Angelina Grün, Alemanha venceu o 3º set


4º SET: A magia do vôlei feminino

No quarto set, mais uma prova de que o vôlei feminino é um dos esportes mais incríveis do mundo: a Alemanha iniciou dando uma aula de voleibol; ataque, bloqueio, defesa, cobertura, todos os fundamentos funcionando com perfeição. 2 a 0 e Terzic pediu tempo. Apática, a Sérvia continuava sofrendo em quadra. 4 a 0 e Terzic resolveu ousar, chamando Sanja Malagurski para o lugar de sua estrela Jovana Brakocevic. A mudança ainda não havia surtido efeito e em erros das ponteiras, abriu 6 a 0. Terzic usou seu último tempo. Em um erro de levantamento da líbero Kerstin Tzscherlich, Jelena Nikolic bateu de graça e marcou o primeiro ponto sérvio no set. A Sérvia começou a acordar e Malagurski recebeu sua primeira boa pela saída no set e pontuou. E quando a Sérvia finalmente esboçava uma reação no set, Kozuch joga uma bola de toque que cai no meio da quadra sérvia, 7 x 2. A Sérvia parecia abatida em quadra. Mas se ergueu, trocando pontos com as alemãs até que em um contra-ataque de Brinker, a Alemanha voltou a ter 6 pontos de vantagem. De repente, o inesperado: comandada por grandes defesas de Cebic e bons ataques de Molnar, a Sérvia reagia e encostava no placar, ao ver uma Alemanha desesperada do outro lado da quadra. Após longo rally e ataque de Malagurski, a Sérvia fez 10 a 11 e tirou uma vantagem de 5 pontos das adversárias. Mas a Alemanha pontuou com uma largadinha de Kozuch e trocou pontos com a Sérvia. Nikolic seguia mal na recepção, mas virando todas no ataque. Vale ressaltar ainda a importância da central Milena Rasic, promessa do voleibol sérvio, nos ataques velozes pelo meio. A troca de pontos seguiu, até que Ssuschke pegou Malagurski pela saída e a Alemanha abriu 17 a 14. Mais uma vez, a Alemanha parecia caminhar para o título. Mas não foi. A Sérvia voltou a impor seu jogo e viu uma Alemanha desesperada pela frente, com medo da reação e ansiosa. E veio: em um bloqueio da levantadora Ognjenovic em Grün, a Sérvia empatou em 18 a 18. Nikolic bloqueou Ssuschke na china e com um ataque de Malagurski, a Alemanha abria 20 a 18. Brilhava a estrela de Terzic e da jovem Malagurski: a Sérvia se encontrou no ataque de saída e estava viva! Os erros de uma Alemanha desesperada seguiam e a Sérvia só abria, com 23 a 18. E um coro de mais de 9 mil espectadores gritava pela seleção de seu país: a Sérvia. 24 x 18 e a Sérvia tinha o ponto do tie break. Mais do que isso, tinha um novo alvo para o seu saque, a insegurança da líbero Tzscherlich. A Alemanha ainda chegou a ensaiar uma reação, com um ataque de meio-fundo de Brinker e um erro de Malagurski, mas sem a líbero em quadra, ficou fácil para Maja Ognjenovic fechar o set de segunda, Sérvia 25 a 20.


Em virada surpreendente, Sérvia venceu o 4º set
Jovem Sanja Malagurski entrou com a árdua missão de substituir a estrela Brakocevic

5º SET: Decisão para coração fortes

Tie-break de uma final como essa não tem segredo: calma, técnica e paciência. Coisas que não costumam existir para equipe nenhuma nessa situação, é hora de coragem! E o técnico Zoran Terzic mostrou que tem, ao permanecer com Malagurski em quadra e deixar de fora sua principal estrela. Mais que isso, Malagurski é ponteira de ofício, como jogou no Grand Prix e na parte da competição em que atuou. Um rally logo no primeiro ponto e um erro na defesa sérvia pôs a Alemanha na frente. Mais rally, terminado com dois toques de Tzscherlich, Cebic ao contrario, executou linda defesa no mesmo lance, 1 a 1. Logo, o bloqueio e a defesa sérvia voltaram a incomodar a Alemanha, que se portava em quadra como um time jovem e sem muita experiência internacional, o que não era o caso delas, mas das adversárias. Erro na Alemanha e a Sérvia abriu dois pontos, 4 a 2. Mas logo, o jogo voltou a ficar empatado. Enquanto as ponteiras alemãs sofriam pra rodar, Molnar e Nikolic dominavam o ataque sérvio. 8º ponto com Malagurski rodando pela saída e as sérvias se abraçavam emocionadas, o ginásio vinha abaixo gritando o nome de sua seleção e naquele momento, parecia óbvio a qual seleção se destinaria o título. A Sérvia continuava impondo seu ritmo de jogo no 5º set, defendendo bem, bloqueando bem, abriu seis pontos, 11 a 5 e a Alemanha não parecia ser capaz de reagir. Sem muitas opções, Guidetti forçou uma inversão de 5x1, trouxe a levantadora Mareen Apitz e a oposta Saskia Hippe pra quadra. Mas não mudou muito, com uma Sérvia embalada tudo que Ognjenovic precisou fazer foi colocar suas ponteiras pra jogar. Guidetti desfez a inversão, já que Apitz chegou na rede, mas logo a Sérvia jpa tinha 14 a 8. A Alemanha ainda resistiu, Kozuch fez o 9º ponto de sua seleção e o último da Alemanha no campeonato. Nervosa, fria de jogo, Anne Mathes entrou em uma gelada e cometeu o pior erro de saque que já vi na vida. Fim de jogo e de campeonato, Sérvia 3 a 2, campeã do Campeonato Europeu 2011.

Malagurski explora bloqueio de Brinker
Sérvias se abraçam em importante ponto de Malagurski
Corina Sssuchke tensa na rede
No banco, jogdoras sérvias rezam e torcem tensas
Ginásio "Hala Pionir" vai à loucura com atuação sérvia

Sanja Malagurski beija a bola antes de sacar
Nervosa, Anne Mathes comete erro de saque bizarro
Jogadoras sérvias fazem montinho em quadra
Sanja Malagurski ganha beijo de estrela sérvia, Jovana Brakocevic
Abraço de campeãs européias
Sérvias fazem roda para comemorar o título