quinta-feira, 31 de março de 2011

Aquela tal diagonal longa...

Atuação da ponteira Ju Costa foi essencial
para a virada do Pinheiros
Pinheiros e Minas se enfrentaram mais uma vez em um confronto sensacional! Longos e bons rallys, além de belas atuações marcaram a revanche das paulistas em casa mineira. O Pinheiros reencontrou a confiança e devolveu os 3 sets a 1 à equipe da casa. Paulo Cocco fez o dever de casa! Mais equilibrado na recepção, o Pinheiros contou com a inspiração de sua maior estrela, Sônia Benedito, marcando 22 pontos no confronto. As ponteiras paulistas encontraram aquela diagonal longa em que são fortes, principalmente no 4º set e não pararam de rodar até então! Ju Costa começou mal, errando alguns passes e ataques, mas se redimiu durante o jogo. Fabíola distribuiu muito bem e pode trabalhar com suas duas eficientes centrais, uma vez que a bola de meio teve importância enorme no confronto, principalmente a chutada com Marina Daloca. Suelen, esperta na defesa, me fez lembrar também que em matéria de recepção, é uma das melhores líberos do país, ela que já foi inclusive citada por José Roberto Guimarães como alternativa para a posição de líbero na seleção. Mas a saída de rede foi mais uma vez problema para Paulo Cocco. Lia novamente não teve uma atuação inspirada e dessa vez, bem marcada, Ivna não conseguiu repetir o bom jogo que fez em casa. As duas alternaram a titularidade durante a partida, que terminou mesmo com Lia. As entradas de Ana Carolina e Michelle surtiram bons efeitos ao time de São Paulo. Eficiente no bloqueio, Carol parou a cubana Herrera em um bloqueio simples no fim do 2º set, fator essencial para a vitória de seu time. Na "hora H", Michelle manteve estável o fundo de quadra do Pinheiros, favorecendo o contra-ataque de seu time. O Pinheiros se posicionou bem no bloqueio, defendeu bem, largada dificilmente caía e saiu com a vitória.

Nem só de saque, ganha-se um jogo

Boa atuação de Tássia e saque forçado
 não garantiram a vitória do Minas
A equipe do Minas não repetiu a atuação que teve no sábado, principalmente no fundamento saque. O time do Pinheiros veio mais preparado e o Minas perdeu essa importante arma no trabalho contra as paulistas. Além disso, a equipe do Minas ficou dependente de Natasha, Nicole e Herrera. Natasha joga muito: 10 pontos de ataque, quando Naty Martins por exemplo, fez 5. A bola de meio-fundo do Minas estava cantada pelo bloqueio do Pinheiros, Claudinha deveria ter percebido isso! Tanto a americana quanto a cubana mal conseguiam passar do bloqueio nessa bola e distribuíram inúmero aviões tentando fugir do mesmo. Nicole jogou bem, na minha opinião, Jarbas se equivocou ao substituí-la. A entrada de Ingrid pode ter sido por meios mais técnicos, uma vez que as ponteiras do Pinheiros atacaram demasiadamente e repetidamente suas diagonais longas rumo às posições 6 e 5. Jarbas também tentou substituir Renata e colocou Kênia. Renata é ótima bloqueadora, ela tinha que se ajustar a esse problema, que Kênia não resolveu. Uma má atuação de duas jogadoras da posição em que Natasha vem brilhando. A defesa do Minas foi razoável, mas Tássia deu seu brilho em quadra. A líbero cresceu muito, faz defesas incríveis e recupera belas bolas. Mas não foi suificiente! No primeiro set Jarbas contou com bons saques de Michelle e da líbero reserva Sophia para garantir a parcial. Mas não os conseguiu nos sets seguintes. Claudinha se equivocou algumas vezes, mas é boa levantadora. Camila Torquette adquiriu ritmo, mesmo na derrota por via das dúvidas.

Verdade seja dita: nada está definido! A realidade é que vimos 2 belos jogos até agora, belas apresentações do 4º e do 5º colocado nessa temporada. A vaga das semi, vai ficar com aquele que for mais concentrado, mais aguerrido, mais tático em quadra. Eu tenho meu palpite, mas não arrisco...

Minas 3 x 1 Pinheiros (26x24, 22x25, 18x25, 13x25)
Maiores Pontuadoras: Soninha (22) do Pinheiros e Nicole Fawcett (18) do Minas
Troféu VivaVôlei: Ju Costa, ponteira 
do Pinheiros

quarta-feira, 30 de março de 2011

O bicho-papão quer o título

Cariocas mantém vivo o sonho do hepta e chegam às semis
O primeiro semi-finalista da Superliga 10/11 já está definido: as comandadas de Bernardinho, venceram e eliminaram o time de São Bernardo do Campo por mais um 3x0 nessa terça. A vitória foi marcada, agora sim, por uma grande atuação do time carioca. Aí sim! O Unilever montou uma defesa asiática e as atacantes de São Bernardo tiveram enorme dificuldade para rodar, a defesa foi incrível! A oposta Sheilla deu seu show típico, foi a maior pontuadora da equipe com 19 pontos, a bola de segurança de sua levantadora. Pelas pontas, Mari e Regiane jogaram bem, principalmente a última, que devia uma boa atuação há algum tempo. Devendo, está Valeskinha, outra que vem deixando a desejar nessa reta final. Marcou apenas 4 pontos e desde que assumiu a responsabilidade da recepção (com a vinda de Mari), não é tão efetiva quanto antes. Uma coisa nada tem a ver com a outra! Valeskinha é a capitã de uma equipe poderosa, que não pode ter uma central que bloqueia mal. Bernardinho percebe isso! E ao poucos, Carol Gattaz vem assumindo um papel participativo na equipe. O técnico sabe que pode precisar contar com a gigante que tem muito talento no bloqueio e sempre marca um pontinho no sets em que entra. Fabí é grande defensora e recepciona com calma, Juciely parece ainda sofrer com dores. Aquela bomba pela saída de rede não acontece com a mesma naturalidade de antes. Pra compensar, ela evoluiu muito em bloqueio nessa temporada. Outra que Bernardinho faz questão de promover sempre em quadra, é a ponteira Suelle, especialista no sistema defensivo e reserva imediata de Regiane. A melhor da partida na minha opinião, foi a levantadora Dani Lins, não à toa recebeu o VivaVôlei.  Belos levantamentos, fintando o bloqueio pesado de São Bernardo e distribuindo com maestria entre suas jogadoras. Agora sim, o Unilever fez uma grande apresentação e se impôs em quadra! Time aguerrido, veloz, com uma das melhores comissões técnicas do país, segue para as semis. E vai com tudo...

Em 8º lugar, São Bernardo!

São Bernardo lutou, mas acabou eliminado por gigante
O time paulista não conseguiu se manter vivo diante do Unilever. O jogo começou bom, equilibrado, mas logo o São Bernardo virou refém de sua virada de bola. Dani Scott nem de perto jogou o que sabe. Bem marcada e bem estudada, não obteve o mínimo sucesso pela saída de rede e marcou apenas 2 pontos durante todo o jogo. Mari Hellen ficou sobrecarregada e apesar de ter começado bem a partida, não manteve o nível até o fim. Thaísinha foi a jogadora mais regular no ataque, com 9 pontos no fundamento, disparada a maior pontuadora de sua equipe. O segundo set foi patético! Com o mesmo time do 1º set, o Unilever esmagou as cariocas, sem correr perigo. Thaís Júlio entrou mal, pesada no ataque não correspondeu sequer as inversões. Kátia Monteiro não distribuiu bem, mas tinha poucas opções de ataque e a saída, de fato, não era uma delas. Sem oposta, como uma levantadora pode distribuir bem? Zé Alexandre levou 5 sets pra perceber que Heloíza queria jogo e que estava virando pela saída. 5 sets! Helô originalmente é oposta, é treinada pra isso. Se Thaís não vai bem, a reserva imediata é ela. Se o técnico levou em consideração o histórico, Thaís nem deveria ser titular. Helô demonstrou regularidade na posição no 3º set, com um braço mais pesado, rodou mais do que Dani e Thaís juntas. Aline também entrou bem! Bloqueou 2 vezes, fundamento em que liderou na última Superliga. Mas já era tarde demais! As ponteiras estavam nitidamente abaladas e não controlaram o saque carioca. A líbero Marcinha teve atuação fraca, como eu já havia citado aqui antes. Então, mais uma vez o Unilever não viu problemas! O time de São Bernardo é um revelador de talentos, mostrou ao Brasil jogadoras jovens como Macris, Bia e Aline boas opções de mercado para a próxima temporada. Boa sorte a São Bernardo daqui pra frente! ;)


Unilever 3 x 0 São Bernardo
Maiores Pontuadoras: Sheilla (19) e Regiane (12) do Unilever
Troféu VivaVôlei: Dani Lins, levantadora do Unilever

segunda-feira, 28 de março de 2011

O sabor da vingança!

Braço pesado de Tandara foi uma das
principais armas do time de Araçatuba
O Vôlei Futuro enfrentou no domingo, um algoz. Depois de uma bela fase, derrotando Osasco e Unilever, as jogadoras de Araçatuba não conseguiram passar pelo volume de jogo imposto pela equipe de Macaé. Ótimas sacadoras, deram trabalho às ponteiras de Araçatuba no jogo do returno. Mas não imprimiram esse ritmo nos playoffs. Macaé começou sacando bem, dificultando o ataque das paulistas. Mas o Vôlei Futuro se estabilizou no passe e com o crescimento das ponteiras na recepção, a levantadora Ana Cristina teve liberdade para fazer seu jogo. Uma estratégia diferente do time de Araçatuba. Depois de uma fase com Joycinha recebendo a maioria das bolas, a oposta parece ter sido poupada por Ana, que nitidamente optava pelo ataque de fundo, pelas centrais ou até mesmo por Tandara pela saída. Deu certo! E serve como alerta para os adversários. Todo o time do Vôlei Futuro jogou bem, Andressa começou a partida bloqueando muito, amorteceu bem e Fabiana, esteve incrível! Que saudade de vê-la voando, batendo chinas forçadas, bolas altas pela saída, chamando a responsabilidade pra si, atacou muito a capitã da seleção! Paula Pequeno e Tandara foram os destaques da partida. Giovanna descobriu com sua china que Paula é quase que intransponível. A seleção chinesa em Pequim, já havia feito essa descoberta. A entrada de Stephany foi boa para o Vôlei Futuro! Construiu uma boa sequência de saques e a líbero reserva da equipe se arriscou até mesmo a fazer alguns levantamentos. E se deu bem, para orgulho do pai. 

Defender as indefensáveis?

Mari Paraíba não conseguiu evitar
derrota das cariocas, apesar de sua
boa atuação
Se a principal característica do Vôlei Futuro é o ataque, a de Macaé é a defesa. Mas quando o Vôlei Futuro distribuiu bem e as jogadoras de extrema atacam forte, complica a vida das cariocas. As coisas pioram se o bloqueio, que conta com jogadoras de 1,94, 1,91 e 1,87, funcionar. Foi o que aconteceu! Sem chances para Macaé, jogadoras como Monique nem de perto deram o seu melhor. A oposta de Macaé marcou apenas 3 pontos na partida. O Vôlei Futuro sabe que Gabriela necessita de um carinho especial dos adversários! Com 7 pontos, a ponteira de 17 anos, destaque da equipe, não repetiu as grandes atuações contra os grandes. Mas Macaé teve pontos positivos! Mari Paraíba marcou 11 pontos, jogou com inteligência e evoluiu muito no passe nessa temporada. Giovanna marcou 7 pontos de ataque, uma saída para a marcação nas pontas, porém, não pontuou em bloqueio, ao contrário de Fê Ísis, que marcou 4 pontos no fundamento para as cariocas. A líbero Marcelinha recepcionou e defendeu relativamente bem, fez uma boa partida também. Macaé vai ter que crescer se quiser dar trabalho ao Vôlei Futuro. Com suas 5 titulares jogando muito, qualquer  um pode se preocupar. É expectativa de mais um jogaço nas quartas de final!

Vôlei Futuro 3 x 0 Macaé (25x19, 25x19, 25x20)
Maiores Pontuadoras: Tandara (14) e Paula (11) do Vôlei Futuro e Mariana (11), do Macaé
Troféu VivaVôlei: Paula Pequeno, ponteira 
do Vôlei Futuro

Elas invadiram a PRAIA!

Natália foi a principal atacante da vitória de Osasco
Assim como o arqui-rival Unilever, o Sollys/Osasco não teve muitos problemas para vencer o 7º colocado, o Praia Clube de Uberlândia. Mas diferente do time de São Bernardo, as mineiras lutaram, se impuserem contra o time paulista! Um primeiro set de encher os olhos foi apresentado pelo Praia, chegando a abrir 4 pontos de vantagem em cima das atuais campeãs da Superliga. Mas após uma boa sequência de saques, o time mineiro perdeu o primeiro set e se desestabilizou. O time de Osasco jogou bem, pressionando às adversárias. Quando o jogo apertou, Natália assumiu às rédias e como resultado, marcou 17 pontos de ataque. Thaísa foi outro destaque, livre pelo meio, com sua bola rápida quase indefensável. O VivaVôlei foi para a ponteira Sassá e merecidamente! A ponteira é uma jogadora "truqueira" e usou de todos os seus golpes categóricos (largadas, batidas pra cima, acerto de mão de fora) para fugir do paredão mineiro. Até mesmo Thaís, que não fez boas partidas na reta final da fase classificatória, rodou com naturalidade. Adenízia foi uma exceção, jogando abaixo do normal, marcando apenas 6 pontos. Carol Albuquerque fez grande partida, distribuiu bem e contou com a inspiração de suas atacantes. A levantadora vem crescendo nessa fase final. Particularmente, a melhor jogadora da equipe de Osasco nessa temporada pra mim, é a líbero Camila Brait. Alguns chegam a dizer até mesmo que a titularidade da seleção pode estar em xeque, mas acredito que o Brasil conte com suas super talentosas na posição. Osasco jogou bem e forçou o Praia a jogar mal!

Os erros de Boni
Boni fez substiuições que não surtiram
efeito benéfico no jogo de domingo
O Praia jogou como um grande time até o 21º ponto. Depois disso, uma sequência de bons saques de Osasco, desestabilizou o Praia. Boni fez uma inversão do 5x1 e colocou Elyara em quadra. Substituições equivocadas na minha opinião! Ramirez estava atacando bem, como é de sua característica e Fê Berti é oposta de origem, tem ótimo ataque do fundo. Ao meu ver, o mais sensato seria a substituição de Fê e a entrada de Elyara, deixando Ramirez livre apenas para atacar. Colocar Ananda em um 21x21 contra Osasco, não foi uma boa! Duas bolas pra Nicole na ponta, dois erros. Jogadoras frias, que vem do banco pra definir o jogo contra uma grande equipe. Não funcionou! O mais inusitado aconteceu: Sara, a melhor ponteira da equipe, errou algumas recepções na hora decisiva do set. Por que? Ela estava na posição 2, recepcionando na 1, onde a maioria das passadoras tem mais dificuldade. Afinal, a inversão de rede tirou Ramirez de quadra, para a entrada da levantadora Ananda, a ÚNICA PASSAGEM em que a oposta ataca pela entrada e a ponteira pela saída. Boni se equivocou! As chances de tudo dar errado eram enormes, se Sara recepcionasse mal, ela estaria fora do ataque, já que ataque de saída não é sua especialidade, Elyara não viria do meio-fundo como Fernanda Berti, conclusão: o levantamento era obviamente para Nicole, facilitando a marcação do bloqueio de Osasco. A sacadora era Natália, a 5ª melhor no fundamento da Superliga. Teorias confirmadas em quadra, Osasco virou um 21x18 e o praia não teve mais forças para reagir durante o jogo, mas deve incomodar o Osasco na próxima quinta. Principalmente se a equipe não depender do passe sofrível de Ramirez (apesar de ser complicado tirar Fernanda de quadra, pelo seu potencial de ataque). A minha expectativa, é de um jogaço, como a euipe do Praia pode fazer!

Osasco 3 x 0 Praia Clube (25x22, 25x14, 25x18)
Maiores Pontuadoras: Natália (19) e Sassá, do Osasco
Troféu VivaVôlei: Sassá, ponteira do Osasco

domingo, 27 de março de 2011

Um agradecimento em especial!



Quero agradecer MUITO à oposta do Vôlei Futuro, Joyce Gomes da Silva, a JOYCINHA, pelo apoio quanto ao nosso blog. Me surpreendi quando entrei no twitter da atleta e vi o "retweet" que anunciava esse blog. Quem me conhece, sabe que sou fã incondicional da Joyce e é um orgulho, uma honra pra mim saber que ela me apoia aqui nesse cantinho, no meu blog. Agradeço muito e mal posso explicar o tamanho da minha felicidade e o meu agradecimento.


Quem é JOYCE GOMES?

É a oposta do Vôlei Futuro, 1,91, nascida em Guarulhos, São Paulo. Estreou na Superliga pela equipe do Minas, se destacou no São Caetano, brilhou e foi campeã da Superliga pelo Unilever (Rexona Ades) e hoje atua  pelo time de Araçatuba, o Vôlei Futuro. Participou de vários títulos do Grand Prix, da Copa Pan-Americana, Final Four (onde foi MVP), foi vice-campeã mundial, cortada às vésperas das Olimpíadas de Pequiem (teve inclusive o nome lembrado no pódio) dentre outros campeonatos, também com as seleções de base. 

Sempre se destacou pela altura em que ataca e seu bloqueio efeito, a oposta é um doce, uma simpatia impressionante fora das quadras. 

Vôlei Futuro

O Vôlei Futuro se encontrou como equipe
e surpreendeu no returno da Superliga
O galático time de estrelas sofreu altos e baixos na temporada. Quando foi formado, sua principal deficiência já seria nítida: a recepção! No turno o Vôlei Futuro foi praticamente carregado por grandes atuações de Tandara e não conseguiu oferecer muito perigo aos grandes. Mas no returno, as coisas mudaram! A equipe cresceu MUITO em todos os fundamentos. Com a lesão de Alisha Glass, Ana Cristina firmou-se como titular e, tendo em vista a importância de sua equipe, vem fazendo uma ótima Superliga! Mas ela agradece, à evolução na recepção de suas jogadoras. Tandara vem sendo realmente uma jogadora impressionante, em sua primeira temporada como ponteira. Paula Pequeno vai chegando a cada dia mais próxima da sua condição física ideal. Bloqueando, explorando bloqueio e claro, sem perder suas incríveis e fortíssimas diagonais! Sykora defende tudo e mais um pouquinho e comemora cada defesa com a bola ainda no alto. Outra que vem surpreendendo é a central Andressa, jovem gigante que veio do Mackenzie. Mais segura no returno, bloqueou bem e foi eficiente na maioria das vezes que foi acionada. Mas evolução mesmo veio do Rio de Janeiro, contratadas do Unilever, as ex-comandadas de Bernardinho jogaram muito no returno! A central Fabiana se entendeu com a sua levantadora e sua china está mortal! O bloqueio, voltou a ser aquele típico paredão que já conhecemos. E finalmente, chegamos a ela: Joycinha! A oposta saiu de "jogadora a ser substituída" pra melhor pontuadora do Vôlei Futuro, desde o jogo contra o Minas no returno. Voando de trás da linha dos 3, Joycinha vem de uma fase excepcional para os playoffs. No returno o Vôlei Futuro surpreendeu: derrubou Osasco e Unilever, coisa raríssima na Superliga, não apenas a desse ano, mas de toda a história.


Crescimento da oposto
Joycinha foi fundamental
para a boa fase do V. Futuro

JOGO RÁPIDO!
Destaques: a oposto Joycinha e a ponteira Tandara
Ataque de Saída: BOM
Ataque de Entrada: BOM
Ataque de Meio: BOM
Ataque de Meio-Fundo: BOM
Ataque do Fundo: BOM
Defesa: BOM
Recepção: RAZOÁVEL
Saque: FRACO
Levantamento: RAZOÁVEL
Cobertura: RAZOÁVEL




Para vencer o Macaé o Vôlei Futuro precisa... recepcionar bem, bloquear bem e principalmente atacar bem, com paciência. O bloqueio de Macaé é baixo, mas elas são apuradas na defesa. É um jogo ao estilo japonês, requer calma na virada de bola.

Macaé Sports

Jogadoras de Macaé encantam e são chamadas de zebras
na temporada atual, por derrotar 3 dos 4 grandes
Diferente da última temporada em que investiu em um time jovem, nessa temporada o Macaé luta para chegar o mais próximo possível do título. E por que não? O time do Rio derrotou ninguém menos do que o líder Unilever, desbancando sua invencibilidade por 3x0! Também venceu seu adversário nos playoffs, o Vôlei Futuro, de virada por 3x2 e ainda o Pinheiros/Mackenzie no turno. A verdade é que o time de Macaé é composto por verdadeiras "japonesas". É um time baixo, nem de longe se caracteriza pelo bloqueio, mas defende muito! Camilla Adão e Monique vieram do Unilever para dar problemas, a antiga inversão de Bernardinho, brilha agora como titular. pelas pontas Mari Paraíba, vinda do São Caetano e a remanescente, a jovem Gabriela, um dos principais brilhos desse time. Macaé optava por jogar com Monique como ponteira passadora e a central deslocada Flávia para a saída de rede. Alexandre Ferrante percebeu que precisava mudar! Chamou Gabriela pra ponta e voltou com Monique à posição de origem de uma das gêmeas. Com isso, Macaé ganhou novo ritmo! As centrais de Macaé cresceram muito no returno, Fernanda Ísis e Giovanna bloqueiam melhor, amortecem melhor e são velozes no ataque também. As levantadoras de Macaé tem estilos diferentes e quando Camilla não está bem, Luísa pode dar dinâmica ao jogo. A líbero é Marcelinha, já jogou em Osasco e no Unilever.

Terror dos grandes, com 17
anos Gabriella se destaca
na equipe de Macaé
JOGO RÁPIDO!
Destaques: a ponteira Gabriela e a oposta Monique
Ataque de Saída: BOM
Ataque de Entrada: BOM
Ataque de Meio: BOM
Ataque de Meio-Fundo: RAZOÁVEL
Ataque do Fundo: RAZOÁVEL
Defesa: BOM
Recepção: RAZOÁVEL
Saque: BOM
Levantamento: BOM
Cobertura: BOM




Para vencer o Vôlei Futuro o Macaé precisa... sacar bem nas ponteiras de Araçatuba e tirá-las do ataque, além de ter uma defesa preparada para a oposta do Vôlei Futuro. A defesa, principal característica de Macaé, é importante para as cariocas!

Sollys/Osasco

Formação titular de Osasco tem problemas sem Jaqueline
O campeão da última temporada, renovou todo o seu elenco titular, mas não reforçou seu banco. E pagou por isso! Jaqueline sofreu uma contusão no menisco e desde a 1ª rodada do returno, está afastada. Thaís não a substituiu à altura, fez boas partidas mas quando enfrentou os grandes, mal pontuou. Natália não faz sua melhor Superliga e sozinha não pode carregar o peso desse time. Sassá vem jogando razoavelmente bem, mas de fato a linha de passe caiu em Osasco. Thaís, Samara e Juliana se revezam constantemente pela 2 vaga de ponteira.  Sobra trabalho para as centrais, Adenízia e Thaisa vem sendo as principais responsáveis pela virada de bola do time paulista, além do bom bloqueio que já é peculiar. Osasco sempre caracterizou-se pela sua defesa, mais caiu MUITO nesse fundamento. O time ainda está destruturado em quadra e com essa nova formação não passou por Unilever e Vôlei Futuro. Osasco saca bem, Thaisa e Natália são as principais sacadoras do time. Carol Albuquerque faz uma Superliga moderadamente boa, mas  ataque de Osasco, apesar de liderar as estatísticas, não anda bem nessa reta final. Camila Brait vem jogando muito, com belas defesas, bons passes e uma cobertura apurada.

JOGO RÁPIDO!
Sem Jaqueline, Osasco
precisa do poder de Natália
Destaques: a oposta Natália e a central Thaisa

Ataque de Saída: BOM
Ataque de Entrada: RAZOÁVEL
Ataque de Meio: BOM
Ataque de Meio-Fundo: FRACO
Ataque do Fundo: BOM
Defesa: BOM
Recepção: RAZOÁVEL
Saque: BOM
Levantamento: BOM
Cobertura: BOM



Para vencer o Praia o Osasco precisa... recepcionar bem, utilizar ataques rápidos e não depender de bolas altas pelas pontas. Osasco deve defender e impôr-se em seu contra-ataque.

Banana Boat/Praia Clube

Jogadoras do Praia enfrentam o atual campeão da Superliga
nesse domingo
O Praia conseguiu a última vaga dos playoffs, na última rodada da Superliga. Comandado nessa temporada pelo técnico Boni, o time perdeu jogadoras importantes para os grandes, como Macaé, Minas e Vôlei Futuro, teve então que trazer novos reforços para o seu clube. E bons reforços! A levantadora Ana Maria é um exemplo, embora a mesma venha alternando bons e maus momentos com a remanescente Ananda. Com a contratação de seu principal destaque, a conhecida cubana Daymi Ramirez, sua até então oposta, Fernanda Berti, foi deslocada para a ponta. Fernanda é originalmente oposta, mas com 1,92, colocá-la na recepção foi um pouco pretensioso. E Boni percebeu isso, expondo a cubana no passe. O Praia ficou mais veloz assim, mas depende muito de Ramirez. Pela outra ponta o Praia tem Sara Caixeta, típica passadora, 2º lugar nas estatísticas de recepção ano passado. É uma das maiores pontuadoras do time, fazendo jus à posição. Pelo meio encontramos uma grande jogadora, o nome dela é Ana Beatriz, a Bia, destaque das seleção juvenil, liderando estatísticas de bloqueio. A outra central também é jovem, Angélica, mais discreta nas funções táticas do time. A líbero, confesso que conheço muito pouco, Nine. O Praia conta ainda com jogadoras no banco como Fernanda Cordeiro, ex-Minas, a central Pôu e a ponteira Elyara, constantemente em quadra.


Cubana Ramirez é a 3ª maior
pontuadora dessa Superliga

JOGO RÁPIDO!
Destaques: a oposto Daymi Ramirez e a ponteira Fê Berti
Ataque de Saída: BOM
Ataque de Entrada: BOM
Ataque de Meio: RAZOÁVEL
Ataque de Meio-Fundo: RAZOÁVEL
Ataque do Fundo: BOM
Defesa: RAZOÁVEL
Recepção: RAZOÁVEL
Saque: RAZOÁVEL
Levantamento: RAZOÁVEL
Cobertura: FRACO


Para vencer o Osasco o Praia precisa... sacar bem para dificultar o trabalho com as centrais e sobrecarregar a oposta osasquense, uma vez que suas ponteiras não são tipicamente definidoras. O Praia precisa também trabalhar com eficiência contra o bloqueio gigante de Osasco.

Minas Tênis SHOW!

Voleibol bonito do time de Minas, garantiu 1x 0 nos Playoffs
contra o Pinheiros
Vôlei de qualidade: foi isso que o Minas apresentou ontem! Um voleibol redondinho, bloqueio amortecendo, sendo eficiente, defesas sensacionais, ataques belíssimos. Como torcedor fanático por voleibol, fiquei super admirado! Talvez pelo baixo nível técnico da partida anterior, mas Pinheiros e Minas fizeram meus olhos brilharem! O nome dela é Natasha Farinea e não é a primeira vez que eu vou dizer que ela joga MUITA bola! Se lembram da china mortal de que eu falei? Pois é, ela esteve lá! Natasha marcou 20 PONTOS na partida de hoje. Leu isso isso José Roberto Guimarães? 20 pontos. E não foi só hoje que a central mineira deu show em quadra e merecidamente levou o troféu VivaVôlei. É a melhor Superliga da carreira dessa menina. É NATASHOW! O Minas foi eficiente, bloqueou bem, atacou bem. Fawcett virou 11 bolas, bloqueou 3 e deixou um ace na quadra do Pinheiros. Michelle e Renata, jogadoras de funções mais táticas, foram efetivas no ataque quando solicitadas. Michelle jogou bem, devo fazer justiça, a Pavão voou em quadra. Que partida da líbero Tássia, quantas defesas excepcionais, quantos passes belíssimos girando o corpo com viagem forçado para que a bola chegasse a afeição para a levantadora Claudinha, que distribuiu muito bem hoje. A raça da cubana Herrera é uma coisa impressionante! Essa humilde "chica" é daquelas que tomam 2 tocos consecutivos, levanta a cabeça e vira 4 bolas seguidas. Dá vontade de abraçá-la pelas bolas belíssimas que vira e foi isso que Jarbas Soares fez hoje quando ela definiu um dos muitos rallys sensacionais desse jogo. O Minas sacou bem, quebrou o passe adversário e forçou o Pinheiros a "jogar mal". Um belo jogo do time de Belo Horizonte e claro do paulista Pinheiros! JOGAÇO nas quartas de final da Superliga.

Nada está decidido...

Revelada no Minas, Ivna, ponta/oposta
do Pinheiros foi destaque na partida
O Minas fez uma grande partida e pode decidir a vaga em casa, o que não quer dizer que o Pinheiros vá sucumbir! Como é de praxe, tem um dos melhores elencos com 12 jogadoras de bom nível técnico e conta com grande poder ofensivo. Os erros de passe de Soninha e Ju Costa complicaram a vida das levantadoras ontem e a instabilidade de Lia fez com que Paulo Cocco a sacasse logo no início do jogo. Aí brilhou a estrela de Ivna Marra! Tome um pouco de seu próprio veneno Minas, revelada nas categorias de base do Minas Tênis, Ivna entrou decisiva, voando e marcou 15 pontos. Mais importante que isso, Ivna virava enquanto todo o time ficava apático em frente ao Minas. Soninha atacou bem, foram 16 pontos. Marina Daloca e Ana Carolina se revezam na posição central. Marina vem demonstrando um ataque bom, mais rápida pelo meio. Ana Carolina é exímia bloqueadora, baixa, mas muito veloz. Ju Costa teve a pior atuação da tarde e Verônica está nitidamente mal. Fabíola não teve muita opção de distribuição, o passe foi fraco. Mesmo assim, Paulo Cocco fez bem quando colocou Karine. Quanto às líberos, eu insisto: Suelen não está em melhor forma do que Michelle Daldegan! Ainda não entendo porque Cocco insiste em  tê-la na reserva! Em Belo Horizonte, espero um jogo tecnicamente tão bom quanto vimos ontem. Vai ser jogão! Boa sorte às equipes!

Pinheiros 1 x 3 Minas (25x23, 25x14, 27x25, 25x20)
Maiores Pontuadoras: Herrera (23) e Natasha (20), do Minas
Troféu VivaVôlei: Natasha, central do Minas

Foi por RIO abaixo!

Unilever não encontrou dificuldades para abater o
São Bernardo
Quem esperava um jogo no mínimo técnico, entre Unilever e São Bernardo, se decepcionou. A superioridade do Unilever foi maior, em um jogo feio, composto por muitos erros, largadas bizarras, dentre outros. Quem vê o 25x10 do 2º set, talvez possa temer o Unilever, mas a verdade é que, sem querer demeritar o hexacampeão, São Bernardo não jogou NADA! E o Unilever vai ter que mostrar muito mais jogo do que fez hoje, se quiser levar o título! Regiane tem dificuldades bizarras para virar bolas! A ponteira conseguiu 5 pontos de ataque, e se não me engano, todos no 1º set. Depois disso tomou bloqueios, atacou para fora, errou recepções. Bernardinho vai ter que dar um sacode na sua ponteira se não quiser tê-la como um ponto fraco do time! Outra que caiu muito de produção foi a central Valeskinha, menos acionada e menos efetiva. O mesmo acontece com Juciely, com problemas pra virar na sua china pesada contra Thaisinha na rede, sendo bloqueada em duas situações pela mesma, que só desencalhou a rede, no 2º set, por toque de Thaisinha (senão seria bloqueada de novo!). O Unilever precisa de mais! Vencia por 20x15 e ao final do set o placar chegou a 25x21. Mas um lado positivo, foi a grande atuação da ponteira Mari, que levou merecidamente o troféu VivaVôlei. É bom vê-la de volta! Pela saída, pela entrada, pelo meio-fundo... Num entrosamento categórico com Dani Lins, o que não vimos por exemplo na seleção em 2009. Sheilla ainda comete erros bobos! A oposta anda dando muitos aviões, o que não é seu normal. Mas claro, seu brilhantismo ainda assim a fez a maior pontuadora do jogo, com 17 acertos.

BU São Bernardo!

Jogadoras de São Bernardo pareceram assustadas diante
do rival carioca
O técnico José Alexandre disse que seu time estava preparado para enfrentar o campeoníssimo time de Bernardinho. E isso acabou se tornando uma declaração completamente bizarra! Mais uma vez, imperou a escasses de uma oposta definidora. São Bernardo "testou" 5 opostas durante o jogo. Thaís Júlio jogou mal, não entrou virando bolas. Um movimento de ataque lento, uma determinada insegurança contra o Unilever. Vieram pra inversão do 5x1 Macris e Heloíza. Aí sim o time se encontrou! Kátia Monteiro não fazia grande partida, mas aparentemente foi mantida em quadra por sua experiência. Maris deu velocidade ao time, acionou Bia pelo meio e permitiu que São Bernardo encostasse no placar. Heloíza entrou e até virou uma bola pela entrada. Não entendi o porque de Zé Alexandre não ter entrado com Helô no 2º set! Aí veio Renata Lúcia para a saída. Não deu muito certo! 25x10. Apesar dos belos ataques de Dani Scott pela saída no 3º, a defesa carioca estava parada e preparada para pegar a central/oposta do São Bernardo. As ponteiras paulistas alternaram entre bons e maus momentos. Thaisinha marcou 4 pontos de bloqueio e é mais baixa do que a levantadora Dani Lins! Quem fez uma partida relativamente boa foi a líbero que já critiquei aqui, Marcinha. Atuou bem, ao contrário de seu time. São Bernardo foi patético e apesar de 8º colocado, particularmente espero 4 jogos de nível nesse playoff. Acho difícil que o São Bernardo vença as cariocas, mas com essa atitude, só se mostra ASSUSTADO pelo adversário...

São Bernardo 0 x 3 Unilever (21x25, 10x25, 19x25)
Maiores pontuadoras: Sheilla (17) e Mari (15), do Unilever
Troféu VivaVôlei: Mari, ponteira do Unilever

sábado, 26 de março de 2011

Usiminas/Minas

Dizer que o Minas não é um dos favoritos, é um pecado! Como já é tradição, o time de Belo Horizonte trouxe estrangeiras, Nicole Fawcett e Yusleiny Herrera são as da temporada e vem dando show! Herrera e Fawcett são 2ª e 5ª maiores pontuadoras, 1ª e 4ª melhores atacantes, respectivamente. Um dado claro de onde é focalizado o ataque do Minas! Michelle Pavão é a típica ponteira técnica, aquela que está ali pra recepcionar e acertar auela mãozinha boba que o bloqueio deixa vagando. Essa vem sendo inconstante nesse final de temporada, sendo frenquentemente substituída por Silvana Papini, jogadora que já está no Minas há algumas temporadas. As centrais do Minas, se atuam bem, são um perigo para as adversárias. Além de ótimas bloqueadoras, sim, as duas, tem um ataque forte e inteligente. Renata Maggioni é velocíssima na chutada de meio e a china atrás de Natasha Farinea é praticamente indefensável! O Minas precisa de um bom passe para utilizá-las, fundamento em que a boa líbero Tássia comanda no time.

Jarbas comanda a tradicional equipe da capital mineira

O time de Jarbas Soares  pode levantar as mãos pro céu e agradecer às levantadoras que tem! Claudinha, vinda do Praia Clube, faz uma Superliga excepcional. Lembro-me quando vi o primeiro jogo dela na temporada passada e pensei: "que menina ruim!". Foi só um jogo! Claudinha vem surpreendendo na distribuição inteligente pela quadra mineira. Foi afastada por uma lesão simples nos playoffs, durante o jogo contra Osasco, onde distribuía com maestria. Lesão é algo de que Camila Torquette entende. Foi uma lesão no menisco e ruptura de um ligamento que a tirou da temporada passada. Uma pena, pois o Minas estava em grande fase, com atuações espetaculares de Camila. Com isso, o Minas optou por contratar mais uma levantadora, uma vez que Dani Fagundes está sobre o processo da gestação. Claudinha veio bem e substituiu Camila à altura. É pouco provável que ambas renovem com o Minas, pelo talento das mesmas...

Ultrapassando fronteiras, americana
e cubana brilham pelo Minas

JOGO RÁPIDO!
Destaques: as ponteira Herrera e a oposta Nicole
Ataque de Saída: BOM
Ataque de Entrada: BOM
Ataque de Meio: BOM
Ataque de Meio-Fundo: RAZOÁVEL
Ataque do Fundo: BOM
Defesa: BOM
Recepção: RAZOÁVEL
Saque: RAZOÁVEL
Levantamento: BOM
Cobertura: RAZOÁVEL

Para vencer o Pinheiros o Minas precisa... de um bom passe e de boa atuação das suas estrangeiras. Um saque bom pode direcionar os levantamentos adversários à entrada, facilitando a vida das centrais mineiras. O Minas, deve acima de tudo, ser eficiente nos contra-ataques, característica desse time.

Pinheiros/Mackenzie

Missão dura para o Pinheiros, é vencer o Minas nas
quartas de final
Após perder Fernanda Garay para o Nec Red Rockets, Paulo Cocco precisou se reforçar com uma alternativa interessante. Foi até à Itália e repatriou do Castellana Grote a ponteira Sônia Benedito, a Soninha e fez muito bem! 3ª colocada nas estatísticas de ataque e com o braço pesado, é a principal atacante do time paulista, que conta ainda com o brilho de Ju Costa, ponteira discreta e eficiente, que vem alternando bons e maus momentos nessa temporada. Pelo meio, Marina Daloca encara a titularidade dessa vez pelo Pinheiros, mas vem perdendo vaga para a jovem Ana Carolina, central mais baixa mas de deslocamento rápido, eficiente nas chutadas de meio. Natália Martins veio do São Caetano, para a rede de 2 do time paulista e vem fazendo boa Superliga, o que já era de se esperar tendo em vista o nível da central. Com problemas na mão, Fabíola não faz grandes atuações, sorte de Paulo Cocco que na reserva tem Karine, boa levantadora e ótima opção no banco. A oposta Lia é boa atacante, mas segue irregular. Mais uma vez entra o banco de Paulo Cocco, que conta com Ivna, jogadora jovem que sofreu por lesões gravíssimas já no início de sua carreira. Revelada pelo Minas, a ponta/oposta vem se destacando em jogos importantes, como na derrota para o Unilever. O banco do Pinheiros conta ainda com Verônica, assim como Karine, vinda do time de Brusque/Pomerode, uma boa passadora. Na posição de líbero, o Pinheiros é bem servido. Conta com Michelle Daldegan, um dos destaques na posição nessa temporada, além de Suelen, também vinda do São Caetano, que foi afastada por lesão e agora volta às quadras. Acredito que seria um erro de Cocco deixar Suelen como titular, tendo em vista a Superliga que até então Michelle fez. Titular na última temporada, Bárbara Brüch segue afastada por lesão.


Repatriada, Soninha brilha no
campeonato nacional
JOGO RÁPIDO!
Destaques: as ponteiras Soninha e Ju Costa 
Ataque de Saída: RAZOÁVEL
Ataque de Entrada: BOM
Ataque de Meio: BOM
Ataque de Meio-Fundo: BOM
Ataque do Fundo: RAZOÁVEL
Defesa: BOM
Recepção: RAZOÁVEL
Saque: RAZOÁVEL
Levantamento: BOM
Cobertura: BOM

Para vencer o Minas o Pinheiros precisa... sacar bem, acertar a recepção mineira e marcar a bola da Herrera, principal atacante mineira. O Pinheiros não deve encontrar problemas pra ultrapassar o bloqueio pela entrada do Minas, por isso, precisa contar com a regularidade Lia e a china de Natália Martins.

Unilever Vôlei

O forte time de Bernardinho, vem com força máxima para os
 playoffs onde enfrenta as paulistas do São Bernardo
Toda vez que você ouvir que Bernardinho estará no comando de alguma equipe, você pode ter a certeza: ela é poderosa! Não é diferente com o maior campeão da história da Superliga, o Unilever (ex-Rexona Ades), que se reformulou quase que completamente desde a última temporada. Apenas 3 jogadoras renovaram com o clube e estrelas do São Caetano foram contratadas, além da central Valeskinha que veio da Turquia. Mais importante do que isso foi o reforço no banco, Bernardinho trouxe Suelle, uma passadora excepcional, mas deficiente no ataque, Juliana, oposta potente e destaque absoluto do Mackenzie na última temporada, a talentosa Roberta, reserva de Fabíola no Pinheiros na temporada passada, Ju Perdigão, das seleções de base brasileiras, além de contar com Amanda, Dani Suco e Mara Leão que já atuavam por lá na última temporada. Após perder o patrocinador, Mari, Sheilla e Juciely passaram a integrar o time carioca. Os torcedores do Unilever ficaram em êxtase e não é pra menos, duas estrelas do vôlei mundial. Mas com a lesão de Mari, Suelle veio para o jogo e atuou bem! Valeskinha, contratada para o meio, participa também da recepção do time. E digamos que não é... excelente passadora. O fundamento recepção sempre foi o ponto fraco de Mari, após contusão, o problema se intensifica. Regiane, continua instável. A ponteira de 1,90 começou fazendo uma grande Superliga, surpreendentemente no fundamento recepção, porém, não encontrou estabilidade no ataque. Regiane alterna entre bons e maus momentos, mas ainda é um ponto frágil da equipe carioca. Com 1,80, altura bizarra para uma central, Valeskinha impressiona pela sua velocidade. Mas caiu de rendimento agora que também participa da recepção, talvez, opção tática do time carioca. A central Juciely vem sendo eficiente, com sua china pancada pela saída de rede. E destacando-se também no bloqueio. É uma grande Superliga da central! Muito criticada, mas fazendo grande Superliga, Dani Lins é uma das melhores, senão a melhor levantadora da fase classificatória. Teve más atuações, como contra o Vôlei Futuro, mas no geral, atua de forma positiva na Superliga. Inquestionável, é a brilhante oposta Sheilla Castro. Vem fazendo uma Superliga excepcional, maior pontuadora, 2ª melhor atacante e 8ª melhor bloqueadora, é destaque absoluto da equipe Unilever. Fabí é outra que não precisa de muitos detalhes, já conhecemos seu talento. Mari voltando, é peça fundamental para o ataque carioca, antes direcionado a Sheilla e Juciely. Em 'compensação', a recepção cai.

Sheilla e Juciely comandam bloqueio,
ponto forte do Unilever

JOGO RÁPIDO!
Destaques: a oposto Sheilla e a central Juciely
Ataque de Saída: BOM
Ataque de Entrada: RAZOÁVEL
Ataque de Meio-Fundo: RAZOÁVEL
Ataque do Fundo: BOM
Defesa: BOM
Recepção: RAZOÁVEL
Saque: RAZOÁVEL
Levantamento: BOM
Cobertura: BOM

Para vencer o São Bernardo o Unilever precisa... desestabilizar a recepção adversária e tem uma recepção boa para que Dani Lins possa driblar as gigantes centrais adversárias. O Unilever deve também explorar o baixo bloqueio de São Bernardo, pela entrada de rede. 

BMG/São Bernardo

José Alexandre orienta suas comandadas em
tempo técnico
O São Bernardo e o Praia Clube terminaram a fase classificatória com  mesma pontuação, mas este acabou ficando em 8º pelo set average. A missão do BMG São Bernardo não é simples, encara o todo poderoso Unilever nas quartas. O time de São Bernardo reforçou-se nessa temporada. Contratou jogadoras experientes e manteve jovens talentos no grupo. O time paulista é bem composto pelas pontas, Mari Hellen e Thaisinha, apesar de baixas, são boas atacantes, mas, com 1,79 e 1,73 respectivamente, não são das melhores bloqueadoras. Inconstantes no passe, quando trabalham bem nesse fundamento, permitem uma distribuição mais homogênea à experiente levantadora Kátia Monteiro, medalhista de bronze em Sydney 2000, experiente e um dos pontos fortes dessa equipe. Bolas importantes na equipe de São Bernardo, são com as meio, a central Bia tem um braço veloz e uma boa chutada, enquanto Danielle Scott, de volta a sua forma física ideal, dispensa comentários. Esta, vem sendo o destaque do time nas últimas partidas e é arma importante para José Alexandre nos playoffs. Mas a principal fraqueza de São Bernardo, ainda não foi solucionada: a atacante de saída. Durante toda a temporada, o técnico revezou algumas jogadoras. Dentre elas, deslocadas, a central Renata Lúcia, a ponteira Bruna e até mesmo Dani Scott. Com problemas físicos, Thaís Julio, titular da posição, acabou não fazendo uma boa temporada e sua reserva, Heloíza não correspondeu às expectativas do técnico. Se quiser dar trabalhos ao Unilever, São Bernardo precisa de estabilidade nessa posição, o que até então, vem sendo um problema sem solução para o técnico José Alexandre. Outra deficiência de São Bernardo é na posição de líbero, Marcinha não fez um grande campeonato até o momento.

JOGO RÁPIDO!
Destaques de São Bernardo, Dani e Kátia tem
missão difícil para chegar às semi-finais
Destaques: a central Danielle Scott e a levantadora Kátia Monteiro
Ataque de Saída: FRACO
Ataque de Entrada: BOM
Ataque de Meio-Fundo: RAZOÁVEL
Ataque do Fundo: FRACO
Defesa: RAZOÁVEL
Recepção: RAZOÁVEL
Saque: FRACO
Levantamento: BOM
Cobertura: RAZOÁVEL




Para vencer o Unilever o São Bernardo precisa... fazer uma partida praticamente perfeita na recepção, para que Kátia possa usar com constância suas centrais e ter uma estrutura boa na defesa, uma vez que tem bloqueio baixo. Um saque bom pode desestruturar a recepção carioca e tirar a tão importante bola de meio das cariocas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vôlei é vida!

Pessoal, para quem ainda não viu, coloco aqui no blog a bela chamada criada pelo canal SporTV para os playoffs da Superliga Feminina de Vôlei. Nela, jogadoras de 6 dos 8 classificados, sintetizam a importância do vôlei em sua vida. O vídeo chega a ser emocionante, com direito a até mesmo o português da simpaticíssima Stacy Sykora. Voleibol, é vida galera!

terça-feira, 22 de março de 2011

Fora dos playoffs!

4 equipes não se classificaram para os play-offs esse ano: o BMG/Mackenzie de Belo Horizonte, São Caetano, Brusque e Pauta São José, respectivamente, nessa ordem de classificação. Entretanto, o esforço desses times e alguns de seus destaques não podem passar desapercebidas por nós. Acompanhem agora uma pequena prévia desses quatro times, já eliminados da Superliga 2010/2011.

P.S.: avisem à CBV que o certo é PLAYOFFS rs.

9º Lugar: BMG/Mackenzie

Mackenzie 
O Mackenzie começou a temporada surpreendendo: foi campeão mineiro em cima do tradicionalíssimo Minas Tênis Clube. E o Minas mereceu! Tomou um pouco de seu próprio veneno, muito mal utilizado: Priscila Zalewski Daroit. Simpaticíssima, criada nas bases do MTC, nunca havia jogado uma Superliga como titular até então e arrisco-me a dizer que foi a melhor ponteira da fase classificatória da Superliga. Mas Priscila não faz milagres! Mesmo com seus 305 pontos de ataque, 36 de bloqueio, 25 aces, sendo a 4ª maior pontuadora da Superliga, o Mackenzie não conseguiu a classificação. Injusto com uma ponteira sensacional! O Mackenzie jogou simplesmente 91 sets, mais de 4 sets em média por partida. Pressionada fisicamente e com dores na coxa, Priscila Daroit não conseguiu manter seu brilhante ritmo de jogo até o fim da Superliga. Outro fato curioso do Mackenzie foi a titularidade de Gabriela Guimarães, a Gabi. 16 anos jogando muita bola, recebeu inclusive o troféu VivaVôlei na vitória do Rio de Janeiro sobre seu time. É uma pena que sua altura (1,75) seja inferior aos padrões internacionais. Outra que jogou muita bola, é jovem também e o nome dela também é Priscila, só que Priscila Heldes. Levantadora, das seleções de base brasileira, Priscila é uma jovem ousada e inteligente, que finta bem o bloqueio adversário! Mas se falamos das jovens, temos a experiência no fundo de quadra: Arlene Xavier. Ex-líbero da seleção, dava show no fundo de quadra do time de Belo Horizonte. Vide a partida contra o Mackenzie, em casa. Jogando muito! 



Destaque do Mackenzie, Priscila
reclamou de cansaço: "15 sets em
menos de uma semana não é fácil!"
O MACKENZIE PECOU EM não ter uma oposta de definição! Wime originalmente é ponteira e não se adaptou bem à saída. Mesmo revezando com Marci, o ataque de saída do Mackenzie não foi ideal. Só agora, no finzinho da Superliga, trouxeram Vivian Rodrigues, do alto de seus 1,97 pra jogar na diagonal de Pri Heldes. Na minha opinião, a ponteira Samanta de 20 anos, poderia ter jogado mais! Pouparia Priscila Daroit em jogos menos importantes e ainda seria uma opção mais regular de banco. O Mackenzie perdeu para adversários mais fracos teoricamente, como Brusque e São Caetano, talvez, até mesmo pelo cansaço e pagou o preço no final.

10º Lugar: São Caetano

São Caetano optou por atacantes sem posições
definidas, mas não foi bem sucedido.
Quando São Caetano finalmente venceu uma partida, eu agradeci ao céus. E de lá pra frente, conquistaram regularidade, subiram do 12º ao 10º lugar. Foi um pouco tarde demais! Quem ficou 2 temporadas assistindo Sheilla, Mari e Fofão, não acreditou que o time fosse perder seu patrocínio. Bem mais modesto, o Sanca manteve algumas jogadoras do banco da última temporada, dentre elas a levantadora Ju Carrijo, que entrou em diversas situações na última temporada, no lugar de ninguém menos do que Fofão. As táticas de Hairton Cabral não deram certo e ele mudou o time durante toda a temporada. Um São Caetano alto e jovem, contou om jogadoras sem posições definidas (exceto a líbero e levantadoras). A líbero Verê veio como reforço do Pinheiros, o Sanca trouxe jovens talentos ainda como as gigantes Fernanda Tomé e Carla, 1,94 e 1,97, ponteira e oposta respectivamente. São Caetano teve um elenco razoável, que poderia ter sido melhor aproveitado do que de fato foi, mas dentre suas atletas, Dayse foi a melhor atacante. Reserva de Mariana na última temporada, atacou tudo o que não pôde ano passado, mas não foi o suficiente. Porém, ao meu ver, São Caetano teve como melhor jogadora, uma central: Letícia Hage, também mantida da última temporada. Letícia recebia a maioria das bolas enquanto passava pela rede, obstante ao passe ruim e virava grande parte. Muito amiga da fita essa menina! Rs. Individualmente, Letícia é a melhor bloqueadora da Superliga na fase classificatória. 

 O SÃO CAETANO PECOU EM  faltou sensibilidade ao técnico Hairton! Se seu projeto não estava dando certo, o mais cabível seria alterá-lo. Um time jovem sim, mas que demonstrou muito menos voleibol do que joga de verdade. Os maus resultados, levaram à diretoria do São Caetano a querer encerrar sua participação no voleibol brasileiro. Esperamos que eles mudem de ideia...

11º Lugar: Brusque

Guerreiro time de Brusque, mesmo após problemas
financeiros gerados pela união com Pomerode
Depois da separação com Pomerode e todos os problemas que enfrentou, Brusque amargou a penúltima colocação da Superliga. Time que em sua história já deu trabalho (e muito!) ao Rexona de Bernardinho na temporada retrasada, onde terminou em 4º lugar. Pouco investimento, pouco patrocínio, teve nomes conhecidos como a central Edna. Elogios recebeu também a levantadora Flavinha, mantida da última temporada em que era reserva. Outra que saiu da reserva para jogar em um time menor, foi a líbero reserva do Unilever, Luíza Ungërer que defesas bonitas no fundo de quadra. A diagonal das ponteiras esteve bem protegida por Luíza na 5! Mas sua principal jogadora sem dúvidas foi a ponteira Ju Amaral. Também mantida pela equipe, Ju foi a principal pontuadora de Brusque, bola de segurança das levantadoras e principal arma de definição.

BRUSQUE PECOU EM não foi muito diferente de São José, mas mais eficiente e com uma defesa mais aplicada. Brusque não colocou nenhuma jogadora em estatísticas individuais.

12º Lugar: Pauta/São José

Com pouco investimento, o São josé acabou como último colocado. Venceu apenas o Mackenzie e o São Caetano e foi a única equipe da Superliga que não teve uma sequer partida transmitida pelo canal SporTV (o que achei desagradável!). A oposta Patrícia Bianchi foi destaque do time na temporada, mas destaque de um time muito irregular. E lá estava mais uma vez a experiente Dannúbia Wessler pela ponta com seus 32 anos! Talvez a jogadora mais conhecida do time seja Pully, que atuou pelo Cativa/Oppnus na última temporada e teve modesta participação nessa temporada. Porém, ao meu ver, Thati Crispim foi a melhor jogadora de São José. Foi a jogadora que mais pontos marcou em bloqueios até agora, 79, um a mais do ue a central Thaisa do Sollys, por exemplo. Thati é a 7ª colocada no ranking das bloqueadoras da Superliga!

União bonita, característica marcante das última colocadas
da Superliga 10/11.
O SÃO JOSÉ PECOU EM indefinição no ataque, irregularidade, recepção ruim, levantamento ruim. Definitivamente não fizeram uma boa Superliga! Mas vejamos pelo lado bom, elas deram show de beleza em quadra! ;)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Playoffs!


O Vôlei FÃminino está de volta para os playoffs da Superliga Feminina de Vôlei! 8 equipes se enfrentam em melhor de 3 partidas, a partir do próximo sábado. Os confrontos são Unilever (1º) x São Bernardo (8º), Osasco (2º) x Praia Clube (7º), Vôlei Futuro (3º) x Macaé (6º) e Pinheiros (4º) e Minas (5º). Aqui no nosso blog, você fica por dentro do que acontece, lê opiniões e notícias sobre a reta final do mais importante torneio de voleibol das américas. E aí? Pra quem vai sua torcida? ;D